Grandes e inesquecíveis mulheres
Nesta corrida eleitoral em que todos procuram cativar o voto feminino, nenhum se lembra das grandes mulheres que o Brasil teve em diversas áreas da ação política, social, intelectual e empresarial.
Para não ir mais longe, o Rio de Janeiro tem nas mulheres algumas referências admiráveis no imobiliário, na Arquitetura e na vida cultural.
O Museu de Arte Moderna é obra de uma grande mulher, Niomar Moniz Sodré, que presidiu o Correio da Manhã. Heloísa Aleixo Lustosa foi a grande diretora do Museu de Belas Artes; Vera Tostes, a referência maior do Museu Histórico.
Na Arquitetura, Berta Schneider, depois Leitchic de casada, foi a arquiteta do Viaduto das Canoas, nos anos 40, e participou de projetos como o Rio Design Center, no Leblon, junto com Clara Steinberg, outra referência no imobiliário carioca. Nas Artes, as irmã Eva e Ema Klabin, com coleções colocadas à disposição do público do Rio e de São Paulo, na militância social e incansável em projetos sociais, Gisella Amaral, Malu Rocha Miranda - com a imortal obra da ABBR.
Na literatura Clarice Lispector, Nélida Piñon, Rachel Queirós.
Na política, foram Parlamentares relevantes Sandra Cavalcanti, Lygia Lessa Bastos, Adalgisa Nery, Daisy Lúcidi, Yara Vargas no Rio, mas Ivete Vargas e Conceição Nery, em São Paulo.
Primeira mulher ministra de Estado, Esther Figueiredo Ferraz foi considerada a melhor titular da pasta da Educação, no governo João Figueiredo, e a primeira mulher senadora foi Eunice Michiles, do Amazonas.
Os presidentes contavam com a presença na área social de suas mulheres, como D. Darcy Vargas, na Casa do Pequeno Jornaleiro, Sarah Kubitschek, na Fundação das Pioneiras Sociais, e D. Scylla Médici, que prestigiou a LBA na sua melhor fase.
Mulheres podem ter a admiração e o reconhecimento pelo que fazem ou fizeram e não por atenderem a cotas de origem demagógica.