Com a derrota, Brasil volta ao normal
Faltando menos de três meses para o cinco de outubro, dia do primeiro turno das eleições, o povo brasileiro mesmo que temporariamente se esqueceu de que vamos escolher aqueles que vão comandar o destino da Nação pelos próximos quatro anos.
Vivemos uma fanática polarização que não traz nenhum benefício ao povo, servindo apenas a interesses eleitoreiros. De um lado está, é preciso reconhecer, um dos maiores políticos que o país já conheceu, disputando um quarto mandato, o que pode ser um recorde mundial. Lula tem seus críticos - a política econômica é ferozmente criticada- mas as pesquisas apontam que ele, pela liderança popular que construiu ao longo dos anos, pode estar reeleito já no primeiro turno, sem a necessidade da disputa do segundo, marcada para 25 de outubro.
O outro lado, chamado de direita, erroneamente escolheu Flávio Bolsonaro, em detrimento de outros nomes como os ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Flávio, um político inexperiente, com algumas manchas no passado - há denúncias contra ele- foi lançado pelo PL apenas por ser filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que domina o partido, como objetivo de manter a polarização e a radicalização da disputa. Até aqui elevem se equilibrando num segundo lugar, representando a direita. Até quando conseguirá manter-se é a expectativa no meio político.
Por enquanto, apesar da proximidade das urnas, a cabeça do brasileiro está voltada para o futebol. No dia 16 de agosto as campanhas vão para as ruas e é a partir daí que a maioria define o voto. Se a disputa da presidência está radicalizada, mesmo que ainda fria, nos estados está "gelada".
Em Minas, por exemplo, nem as candidaturas estão definidas. Nem Lula, nem Flávio têm palanque confirmado. O líder das pesquisas, o senador Cleitinho, republicanos, disse que só anunciará sua decisão depois da Copa. O PL aguarda esta definição para decidir uma possível aliança, mesmo podendo ter um candidato próprio competitivo - é o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli. E candidaturas postas mesmo só a do governador Mateus Simões, que segundo seu marqueteiro Paulo Vasconcelos vai crescer agora depois dos 100 dias visitando o interior, e de Gabriel Azevedo, MDB, que poderá ser o palanque de Lula no estado.