Um novo Rio posssível
O Rio de Janeiro poderia aproveitar esta boa fase para o turismo, com registro de novos voos internacionais e nacionais, ocupação média dos hotéis em alta, calendário positivo de eventos, artísticos ou desportistas, para consolidar esta posição que gera emprego e renda.
Os investimentos públicos são do mais alto interesse da população, em geral, e já se constituem em aspiração de todos.
Trata-se de dar prioridade à segurança pública, que assusta turistas e intranquiliza a população. Faz-se necessária uma ação que concilia a inteligência para operações pontuais e fortes na repressão. Além de medidas elementares como exigência de camisas para passageiros de transporte coletivo, fiscalização de motos nos acessos às zonas turísticas, controle de táxis e carros de aplicativos nos aeroportos e na rodoviária. E, claro, atenção nas vias expressas e nos acessos aos aeroportos. Impressiona que medidas simples não sejam tomadas e os problemas se repitam com prejuízo para a população em geral.
A boa rede de hospitais privados tem permitido a volta do turismo da saúde, incluindo estrangeiros que buscam algumas especialidades em que o Brasil e o Rio são referências como a robótica e a cirurgia plástica. O setor de shows tem ido muito bem, como os eventos desportivos em que a maratona foi exemplo mais recente. Mas falta uma política profissional na atração de convenções, seminários e congressos de médicos, arquitetos, engenheiros e outros. Temos tudo, menos gestão para atender a este mercado.
Os cargos nas entidades públicas nos diferentes níveis pedem indicações de profissionais e não políticas. A competição é grande no plano nacional como no internacional. Não é jogo para amadores.
O turismo pode representar 15% do PIB e no Rio, um pouco mais. O setor privado tem operado milagres no Vale do Café, região serrana e litoral. Mas precisa de amparo público.