Do hexa à Serra: Petrópolis em campo rumo à virada de jogo

Por Nei Carvalho

Tem coisa que só o brasileiro entende: a capacidade de sofrer, criticar, desacreditar… e, ainda assim, continuar acreditando. É assim com a nossa Seleção e, por que não, com a nossa querida Petrópolis.

Entre um passe errado e outro, seguimos com aquela esperança teimosa de que, no final, tudo vai dar certo. E é aí que entra a beleza da comparação: se a Seleção Brasileira sonha com o hexa sob o comando de Carlo Ancelotti, Petrópolis também segue em campo, com seu próprio time, liderado pelo prefeito Hingo Hammes.

Porque, convenhamos, montar um time vencedor não acontece do dia para a noite. Nem no futebol, nem na gestão pública. Há momentos em que o técnico assume um elenco desacreditado, com derrotas acumuladas, pouco recurso e uma torcida desconfiada. É preciso reconstruir a confiança, reorganizar o time e, principalmente, reacender a esperança.

Foi exatamente esse o cenário encontrado por Hingo Hammes: uma cidade em verdadeiro caos, como um time abatido, sem confiança e pressionado por todos os lados. E, assim como no futebol, não existe mágica — existe trabalho, estratégia e persistência.

Ancelotti, com sua experiência, vai aos poucos ajustando o time brasileiro, observando, testando, corrigindo e buscando o melhor desempenho coletivo.

Em Petrópolis, o prefeito também segue essa linha: alinhando seu secretariado, colocando cada peça na posição certa e construindo, pouco a pouco, um novo momento para a cidade.

Claro, o jogo nem sempre é fácil. Existem desafios, adversários inesperados e situações que fogem do controle. Mas o que define uma equipe vencedora — e uma gestão eficiente — é a capacidade de não desistir, de continuar lutando mesmo quando o placar parece desfavorável.

A verdade é que tanto a Seleção quanto Petrópolis vivem um tempo de reconstrução e expectativa. E isso exige algo essencial: união. No futebol, a torcida empurra o time, na cidade, é a população que fortalece o caminho, acompanhando, participando e acreditando.

Porque quando há união, o jogo muda. O passe começa a encaixar, a confiança retorna e os resultados aparecem. E quando uma cidade encontra esse mesmo espírito, ela também avança, cresce e se transforma.

No fundo, o sonho é o mesmo: ver o Brasil levantar mais uma taça e ver Petrópolis conquistar dias melhores, com mais dignidade, desenvolvimento e orgulho para sua gente.

E se existe uma lição que vale para todos nós, é essa: grandes vitórias não acontecem por acaso — elas são construídas com coragem, trabalho e fé.

Porque, no fim, tanto o hexa para a Seleção quanto uma nova história para Petrópolis pertencem àqueles que não desistem do jogo — e jogam até o apito final com a certeza de que a vitória sempre recompensa quem persevera.

Nei Carvalho é apresentador da TV Correio da Manhã e secretário de turismo de Petrópolis