O Brasil que nos espera

Por Paulo César de Oliveira*

O Brasil chega em 2026 numa situação das mais complexas - antes dizíamos complicada- sob todos aspectos envolvendo os três Poderes. No Executivo acusações as mais diversas que certamente serão amplificadas, algumas com provas outras não, com o desenrolar da campanha eleitoral No Legislativo, além do Senado e a Câmara não se entendem, vivem batendo de frente com o Executivo sempre em defesa de interesses próprios, não do povo.

O Judiciário nunca se viu tão atacado e mergulhado em tantos escândalos envolvendo alguns de seus ministros. Denúncias que não se comprovam, mas que também não são desmentidas. Faço este comentário constrangido e lamentando a situação, pois convivi com todos os Poderes quando havia elegância e mais pudor.

O tempo cuidou de mudar a situação. O povo ficou alienado, desprezando a política, abrindo espaço para a ascensão de despreparados e oportunistas. E esta não é uma realidade brasileira. Veja, analise, é uma realidade mundial. Não há uma liderança mundial do tamanho dos que conduziram o tempo em meados do século passado. As chamadas lideranças mundiais hoje são inexpressivas e muitas têm comportamento ditatorial o que leva o mundo a um exaustivo processo de tensão. E nada indica que teremos mudanças. Bem ao contrário, assistimos o mundo caminhando para o radicalismo impulsionado pelo autoritarismo e pela ganância financeira. É preciso ficar atento.

Em 2026 o Brasil tem a oportunidade de começar a mudar sua realidade política. Vamos escolher um novo presidente, um novo Congresso, novos governadores e novas Assembleias Estaduais. É hora de agir de forma consciente, escolher pessoas realmente preparadas, não falsos líderes, não pessoas apenas famosas em suas profissões, não aventureiros, muitos dos quais estão aí exercendo mandatos sem qualquer compromisso com o eleitor que o colocou no cargo na esperança de ter um representante. Alguém que aja no interesse coletivo. Fomos nós eleitores que colocamos o país na situação em que está seguindo radicais, seguindo falsos líderes. Cabe a nós fazermos o caminho de volta.

*Jornalista e diretor-geral

da revistaViver Brasil