2026: o ano da escolha consciente
O ano de 2025 chega ao fim deixando um rastro inequívoco: a política esteve no centro do debate nacional do primeiro ao último mês. Julgamentos acompanhados com atenção, condenações que repercutiram além dos tribunais, projetos de lei discutidos sob forte pressão social, decisões institucionais que redefiniram rumos e reacenderam controvérsias marcaram um período intenso. Foi um ano em que a democracia brasileira foi constantemente testada, não apenas por seus mecanismos formais, mas pela forma como a sociedade reagiu, cobrou, questionou e participou.
Mais do que fatos isolados, 2025 revelou um ambiente político de vigilância permanente. Cada decisão pública foi amplificada pelas redes, analisada em tempo real, defendida ou contestada em espaços que nem sempre privilegiam o diálogo ou a informação de qualidade. A política deixou de ser episódica e passou a fazer parte do cotidiano, das conversas, dos celulares e dos lares. Isso demonstra interesse e envolvimento cívico, mas também exige maturidade coletiva.
Esse cenário nos conduz diretamente a 2026. Um ano eleitoral nunca surge desconectado do passado. Ele nasce do acúmulo de expectativas, frustrações, aprendizados e erros. Por isso, o próximo ano se impõe como um tempo de responsabilidade para todos. O voto não é um gesto automático nem um ato impulsivo. É uma decisão com efeitos concretos sobre o presente e o futuro, que precisa ser exercida com reflexão, serenidade e compromisso.
Escolher bem começa por saber escolher informações. Em um ambiente saturado por discursos prontos, recortes fora de contexto e campanhas de desinformação cada vez mais sofisticadas, a atenção do eleitor se torna um bem valioso. As fake news não são apenas boatos ocasionais, muito menos as IAs da vida... São estratégias que distorcem percepções, fragilizam a confiança e enfraquecem a democracia. Combatêlas exige atitude individual, espírito crítico e a busca constante por fontes confiáveis.
O ano que se aproxima exigirá do brasileiro mais do que emoção ou indignação. Exigirá capacidade de ouvir, comparar propostas, analisar trajetórias e respeitar o processo democrático. Votar é um direito conquistado, mas também um dever que envolve responsabilidade com o coletivo. Não se trata de aderir a extremos, mas de fazer escolhas conscientes.
Ao encerrar 2025, a principal lição é clara. A democracia é um exercício contínuo. Ela não se resume ao momento do voto, mas é nas urnas que se materializa sua força. Que 2026 seja um ano de reflexão, de compromisso com a verdade e de responsabilidade com o futuro. O caminho do país passa pelo voto, e ele precisa ser feito com cuidado, informação e consciência.
