O apoio das massas nas eleições

Por

Para quem acompanha o Correio na História, percebe-se o quanto o jornal fez campanha em prol de Eduardo Gomes para a presidência do Brasil em 1950.

Eduardo Gomes perdeu a eleição daquele ano para Getúlio Vargas, o homem que governou o Brasil por 15 anos, sendo quatro de forma interina, três de forma constitucional e oito de forma ditatorial.

Se a campanha fosse nos moldes atuais, muitos poderiam dizer que o resultado seria diferente, mas, como ainda estava no ceio da população as grandes premissas trabalhistas de Vargas, não deu para o Brigadeiro.

Eduardo Gomes fora candidato em 1945 e perdeu. A princípio não iria se candidatar novamente, mas as campanhas estudantis o fizeram mudar de ideia.

Talvez esse seja o grande diferencial para 2026: em uma eleição tão polarizada, não há nomes que agradem esferas ou massas, a fim de despontar. Será direita contra esquerda novamente, com, desta vez, a esquerda tentando se manter no poder e a direita querendo voltar.

Resta saber a que fim isso se dará, mas o Correio não perderá sua esfera progressista, e, se for apoiar um nome, não titubierá em fazer nos moldes de 1950.