Soco no estômago do torcedor brasileiro

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Era questão de tempo para que um grande escândalo envolvendo clubes da Série A do Campeonato Brasileiro e casas de aposta esportiva viessem à tona.

A Operação Penalidade Máxima, do Ministério Público de Goiás afirma que jogadores eram cooptados com ofertas que chegavam a R$ 100 mil. Bauermann, do Santos, Victor Ramos, da Chape, Igor Cariús, do Sport, Moraes, do Atlético-GO, Gabriel Tota, do Ypiranga-RS, e Kevin Lomónaco, do Bragantino, são alguns dos alvos.

Este mercado que já existe no mundo há muitos anos, com destaque para a Inglaterra, chegou com força ao Brasil, relativamente, há pouco tempo.

Antes, casos menores, de jogadores de clubes com pouca expressão em campeonatos pouco vistos, já haviam sido detectados.

Mas é a primeira vez que uma grande repercussão atinge os principais clubes do país, o que torna a questão ainda mais grave.

Se até jogadores que recebem altos salários e estão na primeira prateleira do principal esporte dentro do Brasil estão se vendendo para um mercado obscuro, o que podemos pensar dos atletas que atuam em equipes de pouca estrutura financeira?

As recentes notícias podem dar um soco no estômago na credibilidade do futebol brasileiro. A manipulação deliberada dá cada vez mais voz a teorias conspiratórias sobre "roubo" no futebol.

O chamado "papo de bar" sai do ambiente informal e toma as delegacias policiais.

Quanto tempo demorará para aparecer um grande escândalo envolvendo também a já tão criticada arbitragem, visto que os profissionais do apito recebem bem menos do que os jogadores?

Que o MP de Goiás possa cortar este mal pela raíz e impeça que nosso amado esporte seja também contaminado pela corrupção.