Voluntários são destaque na assistência social em Curitiba
No Dia do Voluntariado, grupo mostra as recompensas de ajudar
A cada dia, 12 instrutores voluntários ajudam a fazer acontecer oito das 16 oficinas promovidas nos Espaços Conviver - os serviços da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH) que levam atividades culturais, físicas e de lazer grátis ao público 60 que não quer e nem deve ficar parado.
"São pessoas com um imenso senso comunitário e que trazem um brilho especial para tudo o que pensamos e oferecemos para que os idosos tenham um envelhecimento integralmente saudável. São exemplos de vida que merecem ser seguidos", avalia o secretário da SMDH, Carlos Eduardo Pijak Júnior.
A cabeleireira aposentada Maria Dolores Bajerski Padilha é a mais velha do grupo. Aos 82 anos, há quase duas décadas atua como professora de Dança Cigana no Espaço Conviver Boa Vista. "Comecei como aluna, há 27 anos, assumi a turma quando a antiga professora saiu e aqui estou. Nem penso em sair", conta.
Na maior parte desse tempo, Maria Dolores ainda trabalhava. Até os 81 anos, dividia seus dias entre o voluntariado e o salão de beleza que manteve na Barreirinha até 2025. "Trabalhei como cabeleireira durante 43 anos, até o dia 23 de dezembro", observa.
Segundo a esteticista aposentada, sair de casa para dar aulas e encontrar sua turma é recompensador. "É um prazer poder ajudar alguém a se sentir melhor e também me sentir útil", define, emocionada.
Maria Dolores é querida pelas alunas e pela equipe do Espaço Conviver. "Ela é maravilhosa, a melhor professora que poderíamos ter", resume Rosa Trindade, que há 15 anos é uma das atualmente 20 alunas da turma.
A professora de Dança Cigana está entre os seis instrutores voluntários - a maior parte com mais de 60 anos - e compartilha o horário de aula com a instrutora de Pintura em Tela Maria Mangini. As duas atuam em salas próximas. Aos 78 anos, começou como estagiária de sua primeira professora, há 26 anos, e há mais de 20 anos se tornou instrutora voluntária.
"Amo muito o que faço. É o meu lazer e também uma oportunidade de trocar experiências, de ensinar e também aprender muito", define. Sua aluna há 3 anos, Waldice Pereira dos Santos, de 68 anos, só tem elogios para a mestra. "Não troco por outra de jeito nenhum", afirma.