El Niño mantém chuva acima da média no Paraná em 2026

Previsão do Simepar alerta para episódios de tempo severo

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Os impactos do El Niño no Paraná já podem ser sentidos no inverno

O El Niño deve manter a chuva acima da média em todas as regiões do Paraná até dezembro de 2026, segundo previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

O fenômeno está fortalecido no Oceano Pacífico e pode aumentar a ocorrência de tempestades e chuvas intensas no estado.

O alerta foi divulgado pelo Simepar após a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica Americana (NOAA) apontar que uma das principais áreas monitoradas no Pacífico equatorial registrou temperatura 1,4ºC acima da média. O índice se aproxima dos 2ºC usados como referência para classificar um El Niño de intensidade muito forte.

Os efeitos do fenômeno já apareceram durante o inverno. Em julho, 41 das 45 estações meteorológicas do Simepar registraram volumes de chuva acima do esperado. A previsão indica que os impactos devem aumentar entre outubro e dezembro, quando os efeitos devem ser mais fortes no Hemisfério Sul.

No Paraná, Oeste, Sudoeste e Centro-Sul devem concentrar os maiores volumes de chuva. O Simepar também prevê que os episódios de tempo instável possam ficar mais severos e que as condições de chuva intensa permaneçam até o primeiro trimestre de 2027.

Diante da previsão, a Defesa Civil do Paraná iniciou ações de preparação com os municípios. Os Núcleos de Atuação Regional (NAR) realizaram encontros com os 399 coordenadores municipais para orientar as prefeituras sobre medidas de prevenção. Entre as recomendações estão a melhoria da drenagem, principalmente em locais com histórico de ocorrências, e a atualização dos Planos de Contingência.

Até o momento, 243 prefeituras já realizaram pelo menos uma ação preventiva. As atividades incluem limpeza e manutenção de bueiros e galerias, desassoreamento de rios e canais, reuniões de orientação e simulados de mesa.

O cenário também exige atenção dos produtores rurais. O excesso de água pode aumentar a umidade do solo e afetar operações de plantio e colheita. Segundo o Simepar, a condição pode favorecer doenças fúngicas e, dependendo da cultura e do estágio de desenvolvimento, comprometer a qualidade dos grãos.