Atendimentos dermatológicos alcançam indígenas do RS
Terra Indígena Guarita recebeu projeto fruto de uma parceria entre SBD e UFRGS
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) participou de atendimentos dermatológicos para a população indígena Kaingang da Terra Indígena Guarita, no norte do Rio Grande do Sul, durante ação voltada à prevenção e ao tratamento do câncer de pele.
O projeto Guarita integrou as ações do Dia Mundial da Saúde da Pele, promovido pela Liga Internacional das Sociedades Dermatológicas (ILDS). A iniciativa aconteceu na última semana em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Hospital Santo Antônio, de Tenente Portela, e o Polo de Saúde Base Guarita.
Foram realizadas consultas, cirurgias e biópsias, além do diagnóstico de doenças como dermatite atópica, acne, escabiose e psoríase.
O projeto foi criado após pesquisadores do Departamento de Genética da UFRGS identificarem uma ocorrência de albinismo acima da média na Terra Indígena Guarita.
A partir do estudo, foi iniciado um acompanhamento dermatológico da comunidade, ampliado neste ano com a participação da SBD.
Durante os atendimentos, a equipe avaliou pacientes com diferentes condições de pele e reforçou orientações sobre prevenção.
As recomendações incluíram cuidados com a exposição à radiação ultravioleta, uso de roupas com proteção solar, chapéus de aba larga, óculos escuros e aplicação adequada de protetor solar.
A população com albinismo tem maior risco de desenvolver alterações relacionadas à exposição solar e necessita de acompanhamento para prevenção, diagnóstico e tratamento de lesões.
O trabalho realizado na comunidade também envolveu estudantes indígenas da área da saúde, residentes de medicina e profissionais da dermatologia. Os procedimentos cirúrgicos foram realizados no Hospital Santo Antônio, em Tenente Portela, garantindo continuidade ao acompanhamento dos pacientes.
Segundo a SBD, o projeto teve como objetivo ampliar o acesso aos serviços dermatológicos e à assistência especializada em comunidades com barreiras de acesso aos serviços de saúde, além de contribuir para o diagnóstico precoce de doenças da pele.
Para a entidade, o acompanhamento permite avaliar casos e orientar moradores sobre cuidados com a pele.
Por Mateus Lincoln