23 são presos por venda de armas e caça ilegal no PR

Paraná liderou megaoperação contra caçadores em três estados

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 23 pessoas suspeitas de envolvimento com a caça de animais silvestres e o comércio ilegal de armas de fogo e munições durante uma operação realizada na terça-feira (16).

A ação ocorreu no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso e mobilizou mais de 150 agentes das forças de segurança e órgãos ambientais. Foram cumpridos 23 mandados de prisão temporária e 32 de busca e apreensão.

No Paraná, as ordens judiciais foram executadas em Campo Largo, São José dos Pinhais, Lapa, Tijucas do Sul, Palmeira, Guaratuba, Ponta Grossa, São João do Triunfo, Imbituva, Fernandes Pinheiro, Guamiranga, União da Vitória, Mallet, Coronel Vivida e Itaipulândia.

Também houve diligências em Rio dos Cedros, Brusque e Itajaí, em Santa Catarina, além de Canarana, em Mato Grosso.

Segundo a PCPR, os alvos utilizavam grupos em aplicativos de mensagens para negociar armamentos e munições, além de compartilhar registros de caça ilegal. As apurações começaram em julho de 2025, após o registro de uma denúncia anônima sobre a venda de armas nesse aplicativo.

Durante o cumprimento das buscas, as equipes apreenderam 25 armas de fogo sem registro, centenas de munições, troféus de caça, carne de animais silvestres, aves mantidas de forma irregular e 15 cães usados nas caçadas.

Os animais encontrados apresentavam sinais de maus-tratos e foram encaminhados ao Instituto SOS 4 Patas, no Paraná.

A megaoperação contou com o apoio da Polícia Militar (PMPR), da Polícia Científica (PCP-PR), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Água e Terra (IAT).

O trabalho integrado envolveu setores de inteligência e equipes de campo das corporações.

Segundo a PCPR, os investigados atuavam de forma organizada e mantinham contato frequente para combinar caçadas, comercializar armas e distribuir carne de animais abatidos.

Entre as espécies identificadas nas apurações estão pacas, cotias, veados e tatus. De acordo com a corporação, alguns produtos derivados da caça eram vendidos por até R$ 600 o quilo.

Parte dos registros compartilhados nos grupos investigados mostrava as imagens tanto dos armamentos ilegais quanto dos animais mortos após as caçadas.

Os materiais recolhidos passarão por perícia no Paraná. Já os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário.

A Polícia Civil informou ainda que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a origem das armas e o destino da carne comercializada.