Paraná negocia R$ 1,2 bilhão para ampliar o Casa Fácil
Estado busca ampliar o programa habitacional junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
O governo do Paraná negocia uma nova operação de crédito de R$ 1,2 bilhão junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para ampliar o Casa Fácil Paraná. A medida busca fortalecer a modalidade Valor de Entrada, que concede subsídios para famílias com renda de até quatro salários mínimos na compra da moradia própria.
A equipe técnica da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) recebeu representantes do banco para a etapa de planejamento da negociação. A contratação foi autorizada pela Lei Ordinária nº 23.116/26.
O processo também já recebeu aval da Comissão de Coordenação e Controle das Operações de Crédito e Concessão de Garantias (Copec), do governo estadual, e da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), do Governo Federal.
O Valor de Entrada é a principal frente de atuação da política habitacional paranaense.
Atualmente, o benefício oferece R$ 20 mil para auxiliar no pagamento da entrada do financiamento imobiliário. O apoio reduz o valor inicial exigido dos compradores e amplia as condições de acesso ao crédito.
Em maio de 2025, o programa passou a contar com a modalidade Valor de Entrada - Terceira Idade. Nessa versão, pessoas idosas podem receber subsídio de até R$ 80 mil para a aquisição do imóvel. A medida foi criada para ampliar o atendimento a um público que enfrenta mais obstáculos para contratar financiamento.
Durante a visita ao Paraná, os especialistas do BID conheceram empreendimentos vinculados ao programa. O objetivo foi verificar as características dos projetos e o padrão das unidades produzidas. Os residenciais possuem diferentes tipologias habitacionais e são implantados em áreas integradas à estrutura urbana.
Segundo a Cohapar, os conjuntos são entregues com saneamento, energia, mobilidade e outros serviços necessários para a ocupação das moradias.
A parceria entre a companhia e o BID também inclui o Vida Nova, modalidade voltada ao reassentamento de famílias residentes em favelas, assentamentos precários, áreas irregulares, locais insalubres ou espaços sujeitos a riscos ambientais. O programa possui contrato de financiamento de US$ 187 milhões, equivalente a mais de R$ 1 bilhão.
Por meio dessa iniciativa, os moradores são transferidos para empreendimentos urbanizados e recebem acompanhamento de diferentes órgãos estaduais. As áreas desocupadas passam por recuperação ambiental.
Durante a visita, a equipe do BID pôde detalhar metas, cronogramas e mecanismos de aplicação dos recursos previstos para os próximos anos no estado.