RS: indústria soma R$ 49,4 bilhões nas vendas de março

Por Redação

O valor registrado ficou 14,8% acima do previsto

As vendas industriais no Rio Grande do Sul cresceram 7% em março na comparação com o mesmo mês do ano anterior, totalizando R$ 49,4 bilhões, segundo dados da Receita Estadual. O resultado representa a primeira elevação mensal desde julho de 2025 e o maior volume desde outubro do ano passado.

O levantamento integra o Boletim Econômico-Tributário, elaborado com base nas Notas Fiscais Eletrônicas processadas pela Secretaria da Fazenda (Sefaz-RS).

O desempenho superou a projeção da Sefaz para o período, estimada em cerca de R$ 42 bilhões. O valor registrado ficou 14,8% acima do previsto, marcando o segundo mês seguido com resultado superior à expectativa.

A análise considera fatores como a série histórica de comercializações e o comportamento dos setores produtivos ao longo do tempo.

Entre os segmentos, o setor de tabacos apresentou a maior variação, com R$ 1,2 bilhão em vendas e avanço de 36% em relação a março do ano anterior. Na sequência, aparecem insumos agropecuários, com crescimento de 24,6%, e eletroeletrônicos, com alta de 23,7%.

O setor metalmecânico, que concentra a maior participação na indústria estadual, registrou R$ 13,9 bilhões em comercializações, com um aumento de 10,4% na comparação anual.

No recorte regional, o Vale do Caí teve o maior crescimento percentual, com movimentação de R$ 1,8 bilhão e alta de 36,3% frente ao mesmo período do ano passado. O Vale do Rio Pardo também apresentou expansão, com avanço de 23,5% e volume de R$ 2,2 bilhões.

As regiões Metropolitana do Delta do Jacuí, Serra e Vale dos Sinos, que concentram parte relevante das vendas, também registraram aumento. Os crescimentos foram de 10,6%, 7,8% e 4,2%, respectivamente. Juntas, essas localidades somaram R$ 28,6 bilhões em transações no mês, mantendo participação expressiva no total estadual.

Os dados indicam retomada no ritmo de comercialização industrial após meses de resultados inferiores, com impacto na dinâmica econômica do Rio Grande do Sul e na arrecadação tributária.