RS encerra foco de gripe aviária na região do Taim
Conclusão após 28 dias sem registro de mortes de aves
O governo gaúcho encerrou o foco de gripe aviária em Santa Vitória do Palmar após 28 dias sem registro de mortes de aves na Reserva Ecológica do Taim.
A medida foi anunciada após ações de vigilância conduzidas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi-RS).
O foco havia sido identificado em 28 de fevereiro, com a morte de aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba.
Após a confirmação, especialistas foram deslocados para a região com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O trabalho
Durante o período, foram realizadas ações de monitoramento em áreas da reserva e nas regiões limítrofes.
As equipes utilizaram barcos e drones para observar a fauna local, com atenção a sinais clínicos ou ocorrência de novos casos.
Também foram feitas visitas a propriedades com criação de aves para consumo próprio dentro de um raio de 10 quilômetros.
Ao todo, ocorreram 95 ações em propriedades rurais e 22 fiscalizações em granjas comerciais em municípios próximos. As inspeções verificaram práticas adotadas para evitar contaminação.
As equipes avaliaram condições de manejo e controle sanitário nas unidades visitadas.
O trabalho incluiu ainda atividades de orientação junto a produtores, autoridades locais e agentes comunitários. Foram realizadas 143 ações educativas para informar sobre prevenção, identificação de sinais e procedimentos em caso de suspeita.
Ação contínua
Mesmo com o encerramento do foco, o monitoramento segue na região considerada de risco.
A vigilância contínua busca identificar possíveis ocorrências e evitar novos registros da doença.
A influenza aviária é uma doença viral que afeta principalmente aves, mas pode atingir outros animais e, em situações raras, humanos. A transmissão ocorre por contato com secreções ou fezes de animais infectados.
Entre as recomendações, está evitar contato com animais doentes ou mortos. A orientação também inclui não manipular aves com sinais clínicos.
Casos suspeitos devem ser informados à Secretaria da Agricultura ou à unidade de defesa agropecuária mais próxima.
A atuação no local integrou diferentes órgãos públicos e envolveu medidas de campo e orientação. As ações tiveram como objetivo conter a disseminação do vírus e reduzir riscos para criações e população local.