Afogamentos atendidos pelo Samu crescem quase 37% no verão em SC
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) registrou 138 ocorrências por afogamentos entre dezembro de 2025 e março de 2026 em Santa Catarina, o que representa um aumento de 36,6% em relação ao mesmo período anterior, quando foram contabilizados 101 casos.
Os registros se concentraram nas macrorregiões da Grande Florianópolis e Foz do Rio Itajaí, que lideraram a demanda na temporada mais recente.
Ao longo de 2025, foram 234 atendimentos, alta de 6,4% frente a 2024, quando houve 220 ocorrências. A maior parte das ações foi realizada por Unidades de Suporte Avançado (USA), com 92 registros, seguidas por Unidades de Suporte Básico, com 64. Helicópteros atenderam 40 casos, enquanto o serviço aeromédico respondeu por 30 ocorrências e as motolâncias por oito.
Na comparação regional, a Grande Florianópolis passou de 71 para 78 atendimentos entre um ano e outro. A Foz do Rio Itajaí teve aumento de 45 para 52 registros. Nas regiões Norte e Nordeste, o número subiu de 34 para 40. Já o Sul apresentou redução, passando de 37 para 27. O Vale do Itajaí avançou de 17 para 20. O Extremo Oeste manteve 10 ocorrências em ambos os anos. A Serra Catarinense caiu de cinco para dois, enquanto o Meio Oeste passou de um para cinco.
Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) indicam que entre 75% e 85% das vítimas são homens, com maior incidência entre 15 e 39 anos. Crianças de um a quatro anos formam o segundo grupo mais vulnerável, principalmente em ambientes domésticos, como piscinas e reservatórios.
O governo estadual ampliou a estrutura de resposta nos últimos anos, com reforço de equipes, inclusão de motolâncias, expansão do atendimento aéreo e aumento da cobertura operacional. Também foram mantidas ações de orientação ao público, com foco em medidas preventivas.