UFRGS apura deepfake em fotos de estudantes

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A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) informou que está investigando a produção e a circulação de conteúdos digitais com imagens de estudantes manipuladas no Colégio de Aplicação. O caso envolve materiais do tipo deepfake, que é o uso de inteligência artificial (IA) para alterar fotos de forma ultrarrealista.

A instituição adotou medidas iniciais, como o contato com os responsáveis, a suspensão cautelar de alunos citados no caso, a abertura de procedimentos administrativos e o acompanhamento da Corregedoria interna.

De acordo com a universidade, a direção do colégio, com apoio do Núcleo de Orientação Educacional, Serviço Social e Psicologia Escolar (Nope), iniciou a escuta das alunas atingidas e a verificação das informações com os estudantes mencionados.

As ações começaram após o recebimento de relatos sobre a existência e o compartilhamento dos arquivos, o que motivou a adoção de providências internas. Até o momento, a apuração indica um conjunto de conteúdos limitado. A instituição informou que ainda não teve acesso direto a esses materiais.

Mesmo assim, as diligências seguem para confirmar a extensão dos fatos, identificar os envolvidos e verificar a forma de circulação dentro e fora do ambiente escolar, incluindo possíveis canais digitais utilizados para a disseminação. A UFRGS comunicou que mantém acompanhamento do caso e presta apoio às estudantes e às famílias.

Também informou que os procedimentos seguem o devido processo, com garantia de defesa aos citados e registro formal das etapas.

As medidas adotadas podem ser revistas conforme o avanço das investigações internas e a consolidação das informações reunidas até o momento. A UFRGS afirmou que atua para prevenir e enfrentar situações de violência em ambiente educacional, inclusive em meios digitais.

A gestão do colégio e os setores de apoio seguem mobilizados para atender as demandas decorrentes do caso e orientar a comunidade escolar sobre uso responsável de tecnologias, riscos associados à manipulação de imagens e os canais de denúncia.