RS: queda no desemprego no fim do último ano
O Rio Grande do Sul encerrou o quarto trimestre de 2025 com taxa de desocupação de 3,7%, abaixo dos 4,5% registrados no mesmo período do ano anterior, segundo o Boletim do Trabalho.
O número de pessoas sem ocupação foi estimado em 229 mil, com redução de 51 mil em um ano. Já o total de ocupados chegou a cerca de 5,9 milhões, com acréscimo de 82 mil em relação ao trimestre anterior.
A taxa de participação na força de trabalho ficou em 65,6%, enquanto o nível de ocupação atingiu 63,2%.
No ranking nacional, o estado apresentou a sétima menor taxa de desocupação. No mesmo intervalo, perdeu posições nos indicadores de participação e ocupação em comparação com 2024. A taxa de informalidade recuou para 30,1%, abaixo dos 32,1% registrados um ano antes.
O contingente de trabalhadores nessa condição foi estimado em 1,783 milhão, com queda de 118 mil pessoas. A taxa combinada de desocupação e subocupação ficou em 6,2%, com redução na comparação anual.
O rendimento médio mensal real habitual foi de R$ 3.968, sem variação relevante. A massa de rendimentos somou R$ 23,06 bilhões, com alta de 3,2% frente ao trimestre anterior.
Entre os trabalhadores formais, 83,8% recebiam até R$ 5 mil mensais. No acumulado de 12 meses até janeiro de 2026, o estado teve saldo positivo de 36,5 mil vínculos formais, com variação de 1,3%. O desempenho ficou abaixo da média nacional.
O setor de serviços concentrou cerca de 90% das vagas, com 32,8 mil postos, seguido pelo comércio, com 5,3 mil empregos. Indústria e construção ficaram próximas da estabilidade, enquanto a agropecuária registrou perda de 3,1 mil vínculos.
As mulheres responderam por 78,2% do saldo. Entre os jovens de até 24 anos, houve criação de 66,8 mil vagas, enquanto faixas acima de 25 anos tiveram resultado negativo. Trabalhadores com ensino médio concentraram o crescimento, enquanto houve redução entre aqueles com ensino superior completo.
A Região Funcional 9 apresentou o maior crescimento do emprego formal.