SC é o quarto estado a registrar foco de planta invasora prejudicial a plantações
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmou a presença de Amaranthus palmeri em uma propriedade rural de Campo Erê, no Oeste do estado, e iniciou medidas para evitar a disseminação.
A área foi interditada, com eliminação das plantas identificadas e monitoramento em imóveis próximos. A espécie tem alta capacidade reprodutiva e pode se espalhar com rapidez. Cada exemplar pode gerar de 200 mil a 500 mil sementes, com possibilidade de superar 1 milhão.
O material permanece viável no solo por anos, o que dificulta o manejo após a instalação. O avanço da planta pode causar prejuízos em culturas como soja e milho. Ela apresenta resistência a herbicidas como glifosato e inibidores de ALS (Acetolactato Sintase), o que reduz a eficiência dos métodos usuais de controle.
Em períodos de temperaturas elevadas, encontra condições favoráveis para o crescimento e competição por recursos.
A identificação foi feita por laboratório credenciado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em análises morfológicas e moleculares, além de exames por microscopia e PCR (Reação em Cadeia da Polimerase).
Após a confirmação, equipes técnicas passaram a atuar no entorno para delimitar o foco e orientar produtores.
As ações seguem protocolos do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Amaranthus palmeri, que prevê resposta imediata diante do risco de dispersão. A estratégia inclui controle direto, levantamento de áreas vizinhas e acompanhamento contínuo para impedir novos registros. O registro em Santa Catarina ocorre após ocorrências em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A Cidasc mantém o monitoramento e reforça a orientação para que produtores comuniquem suspeitas às autoridades.