RS: análise dos hábitos de consumo da população
Levantamento considera as compras com o Cartão Cidadão
O governo do Rio Grande do Sul divulgou um relatório trimestral do Programa Devolve ICMS que apresenta, de forma inédita, como as famílias beneficiárias utilizam o valor devolvido do imposto no consumo.
A pesquisa mostra que a maior parte do valor devolvido é direcionada a itens essenciais. Carnes e miudezas comestíveis concentram 15,2% das despesas.
Em seguida aparecem preparações à base de cereais, farinhas e produtos de pastelaria, com 10,4%. Bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres somam 9,2%, enquanto leite, laticínios e ovos representam 8%.
Na classificação mais detalhada, destacam-se as carnes bovinas frescas ou refrigeradas, com 7%, os produtos de padaria e da indústria de bolachas e biscoitos, com 6,4%, as carnes de aves, com 5%, as águas minerais ou gaseificadas, também com 5%, além dos medicamentos acondicionados para venda a retalho, que correspondem a cerca de 4,2%.
Os dados dialogam com levantamentos divulgados em outubro do ano passado. Naquele período, 79,9% das transações ocorreram em supermercados, atacados, açougues e padarias.
Farmácias e estabelecimentos de saúde responderam por 6,2%, enquanto postos de combustíveis concentraram 5,55%. Outros segmentos ficaram abaixo de 3%. O relatório também permite observar variações ao longo do ano.
O levantamento detalha as despesas por tipo de produto e amplia a transparência sobre o impacto da política pública no orçamento doméstico da população atendida.
A análise considera compras realizadas com cartões de débito do Banrisul vinculados ao Cartão Cidadão, identificadas por meio do CPF na nota fiscal.
O uso desse mecanismo tem crescido entre os beneficiários por influenciar o cálculo da parcela variável do programa.
O novo recorte complementa estudos anteriores que já indicavam os principais locais de uso do benefício, como supermercados, padarias e farmácias.
As informações fazem parte da aba Transparência do site do Devolve ICMS, que reúne painéis públicos com dados sobre a distribuição dos beneficiários por município, o perfil do público atendido e o histórico de repasses. Os dados são apresentados de forma agregada e estatística, sem associação direta ao CPF, o que garante o sigilo das compras e a privacidade das famílias.
A edição atual analisa despesas realizadas entre outubro, novembro e dezembro, cujo pagamento ocorreu na primeira parcela do ano, depositada no último dia útil de janeiro, conforme a regra do programa, que devolve o imposto referente aos três meses anteriores.