SC: Polícia conclui apuração sobre morte do Cão Orelha em Florianópolis

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A Polícia Civil de Santa Catarina (PC-SC) concluiu, na terça-feira (3), a investigação sobre a morte do Cão Orelha e os maus-tratos ao Cão Caramelo, ocorridos em Florianópolis (SC).

A apuração identificou adolescentes e adultos envolvidos, com pedidos de internação e indiciamentos, e foi encaminhada ao Ministério Público (MPSC) e ao Judiciário (TJSC) para análise das medidas cabíveis.

O caso Orelha ocorreu na madrugada de 4 de janeiro, na Praia Brava, no Norte da Ilha.

O animal sofreu lesão contundente na cabeça, conforme laudo da Polícia Científica, e morreu após ser levado a uma clínica veterinária. A investigação apontou a participação de um adolescente, com pedido de internação, e de três adultos, indiciados por coação a testemunha. No caso Caramelo, quatro adolescentes foram representados por atos infracionais relacionados a maus-tratos.

As apurações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), com apoio de outras forças de segurança.

Para esclarecer os fatos, foram analisadas mais de 1 mil horas de imagens de câmeras, coletadas em 14 pontos da região, além da oitiva de 24 testemunhas e da apuração envolvendo 8 adolescentes suspeitos.

Roupas usadas no dia do crime e dados de localização, obtidos por software de análise, auxiliaram na identificação do responsável pelo ataque ao Cão Orelha. O caso teve repercussão nacional. No último domingo (1º) foram realizadas manifestações em todo o país.

A Polícia também apurou as contradições em depoimentos sobre os deslocamentos do adolescente e tentativa de ocultação de objetos relevantes.

A investigação seguiu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e foi concluída após a colheita dos últimos depoimentos.