RS arrecadou mais do que gastou em 2025

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O governo do Rio Grande do Sul encerrou 2025 com resultado orçamentário positivo de R$ 2,7 bilhões, ao registrar receitas maiores que as despesas no exercício.

O saldo superou o de 2024, que foi de R$ 836 milhões, desconsideradas as transações intraorçamentárias, segundo dados da Secretaria da Fazenda (Sefaz-RS).

O desempenho ocorreu apesar do crescimento de gastos obrigatórios e de investimentos públicos ao longo do ano. Os investimentos estaduais somaram R$ 5,4 bilhões, aumento de 8% em relação a 2024. As despesas com pessoal cresceram 12%, índice acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,26%, devido a gastos com servidores ativos, inativos, decisões judiciais e reestruturações de carreiras em 2025.

Os recursos foram direcionados a diversas regiões, com impulso de verbas próprias e de parcelas da dívida com a União que deixaram de ser pagas e foram destinadas à reconstrução.

O estado também desembolsou R$ 2,8 bilhões em precatórios, majoritariamente ligados a ações judiciais envolvendo pessoal.

Para sustentar o equilíbrio fiscal, foram adotadas medidas de reforço do caixa. Em 2025, houve captação de cerca de R$ 1 bilhão junto a instituições financeiras nacionais, além da contratação de empréstimo de US$ 500 milhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Há previsão de novos ingressos do Banco Mundial em 2026.

A arrecadação foi ampliada com o Refaz Reconstrução, programa de negociação de débitos tributários.

A receita de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) atingiu R$ 54 bilhões, um crescimento de 6% frente a 2024, influenciado por R$ 2 bilhões arrecadados de forma extraordinária pelos programas Refaz Reconstrução e Refaz Reconstrução II.

As receitas patrimoniais também cresceram, especialmente no Sistema Integrado de Administração do Caixa (Siac), que totalizaram R$ 2,2 bilhões. Os dados constam no Relatório de Transparência Fiscal de dezembro.