RS: 88% das famílias nas classes A, B e C
O Rio Grande do Sul alcançou 88,24% da população inserida nas classes A, B e C entre 2022 e 2024, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice representa crescimento de 5,3% em relação ao patamar de 82,94% registrado no início do período, indicando avanço da renda domiciliar no estado.
O estudo considera como classe A famílias com rendimento acima de 20 salários mínimos, classe B aquelas com renda entre 10 e 20 salários mínimos e classe C os domicílios com ganhos entre 4 e 10 salários mínimos. A elevação desses grupos ocorreu em um intervalo de 2 anos e acompanhou a tendência observada no país.
Em âmbito nacional, a pesquisa aponta que 17,4 milhões de brasileiros deixaram a condição de pobreza e passaram a integrar faixas de maior rendimento. Esse movimento corresponde a um aumento de 8,44% no mesmo recorte temporal analisado pela FGV.
De acordo com os dados, o principal fator para a mudança do perfil social foi o crescimento da renda obtida por meio do trabalho. O levantamento também relaciona o resultado à articulação de políticas públicas voltadas à transferência de renda, proteção social e ampliação do acesso a serviços básicos.
Entre as iniciativas citadas pela FGV estão o Bolsa Família e ações ligadas à educação e ao crédito. Para a fundação, a combinação dessas medidas contribuiu para a elevação do poder aquisitivo de famílias anteriormente incluídas em programas sociais, permitindo a migração para grupos com maior estabilidade.
