CSN Mineração reduz produção em Ouro Preto, Minas Gerais
Expectativa na mina era de 47 milhões de toneladas, mas caiu para 41 milhões
A CSN Mineração - um dos braços do Grupo CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) - vai reduzir a produção de minério de baixa qualidade da sua planta de beneficiamento a seco do complexo de Pires, no município de Ouro Preto-MG, conforme comunicado enviado aos acionistas. O principal motivo, segundo a empresa, é o aumento no valor cobrado pelo frete marítimo. Ou seja: a questão de logística levou o conglomerado a adotar a redução temporariamente. "Essa medida pode ser revertida a qualquer momento, sem maiores consequências, mas desde que as condições de mercado garantam margens melhores para esse tipo de minério", diz o comunicado da CSN.
Com a medida, foram modificadas também as estimativas de produção da CSN Mineração, um dos braços mais fortes do Grupo. A previsão agora para este ano é de um volume de produção e de compra de minério de terceiro entre 39 e 41 milhões de toneladas. Inicialmente a empresa trabalhava com a expectativa de produzir entre 45 milhões e 47 milhões. Em um efeito cascata, ocorreu alteração ainda na projeção de custo caixa C1 em 2026 de um patamar entre US$22 e US$23,5/tonelada para um patamar entre US$25 e US$26/tonelada.
Ações caem
O mercado reagiu com mau humor. Às 10h17, as ações da CSN Mineração eram negociadas a R$ 4,90. Uma queda de 2,97%, depois de abrirem a R$ 4,92. O papel oscilou entre a máxima de R$ 4,92 e a mínima de R$ 4,83. O volume financeiro movimentado era de aproximadamente R$ 6,31 milhões. Na segunda-feira, dia 29, as ações fecharam o pregão a R$ 5,05, com alta de 2,02%. Nos últimos 12 meses, CMIN3 registra uma faixa entre R$ 4,08 e R$ 7,07, de acordo com os dados de mercado fornecidos. A reação desta terça-feira ocorre em um momento de maior atenção dos investidores às perspectivas de produção, custos e margens da mineradora, como divulgou a ADFN.
Segunda maior exportadora
A CSN Mineração é a segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil e está entre as cinco mais competitivas no mercado transoceânico. Com reservas certificadas em mais de 2 bilhões de toneladas de acordo com Joint Ore Reserves Committee (JORC), a empresa detém as minas de Casa de Pedra e do Engenho, o complexo de beneficiamento do Pires, participação na ferrovia MRS e terminal cativo para exportação de minério de ferro no Porto de Itaguaí.