Ponte furtada em MG foi comprada por R$ 700 mil, diz Polícia Civil

Estrutura histórica encontrada em empreendimento turístico será alvo de investigação da PF e do Ministério Público

Por Redação

A estrutura, com cerca de 20 metros de comprimento e 5 metros de largura, integrava o patrimônio histórico do município de Prados

A ponte metálica furtada na zona rural de Prados, na Região Central de Minas Gerais, foi adquirida por R$ 700 mil pelo Ibiti Projeto, empreendimento turístico localizado em Lima Duarte, na Zona da Mata mineira. A informação foi confirmada pelo delegado Rafael Emídio, da Polícia Civil de Minas Gerais, que conduz as investigações do caso.

Segundo o delegado, o empreendimento apresentou nota fiscal que comprova a compra da estrutura. Em nota, o Ibiti Projeto informou que adquiriu a ponte de forma regular junto a um comerciante do ramo de antiguidades e afirmou ter colaborado com as autoridades após tomar conhecimento de questionamentos sobre a origem do bem.

A estrutura, com cerca de 20 metros de comprimento e 5 metros de largura, integrava o patrimônio histórico do município de Prados. Construída na Inglaterra e enviada ao Brasil na década de 1880, a ponte pertencia à extinta Rede Ferroviária Federal e havia sido incorporada ao patrimônio municipal.

De acordo com boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, há suspeitas de que os responsáveis pelo furto utilizaram maquinário para cortar a estrutura e remover suas partes. Os autores também teriam bloqueado a estrada de acesso ao local para dificultar a chegada de veículos durante a ação.

A ponte foi localizada na terça-feira (10) em uma unidade do Ibiti Projeto, a aproximadamente 180 quilômetros de distância de onde estava instalada.

O caso será investigado pela Polícia Federal, que vai instaurar inquérito para apurar as circunstâncias do furto e da comercialização da estrutura. O Ministério Público de Minas Gerais também abriu inquérito civil para investigar possíveis danos ao patrimônio cultural de Prados.

Os envolvidos poderão responder por receptação e por crime contra o patrimônio cultural, cujas responsabilidades serão definidas ao longo das investigações.

Em nota, o Ibiti Projeto afirmou que a operação de transporte da ponte ocorreu com as autorizações exigidas pelos órgãos competentes e reiterou que agiu de boa-fé, permanecendo à disposição das autoridades para colaborar com o esclarecimento dos fatos.