SP vai restaurar 17 imóveis tombados na região do Novo Centro Administrativo
Uma cidade que olha para o futuro e, ao mesmo tempo, valoriza sua história. Esse é o princípio que orienta a iniciativa do Governo de São Paulo para recuperar casarões e edifícios tombados nos Campos Elíseos, no centro da capital, como parte do projeto do Novo Centro Administrativo. O leilão da concessão ocorreu no dia 26 de fevereiro, na B3, em São Paulo, e foi arrematado pelo consórcio MEZ-RZK Novo Centro, que apresentou proposta de 9,62% de desconto sobre a contraprestação pública mensal máxima, fixada em R$ 76,6 milhões.
Ao todo, serão restaurados 17 imóveis tombados, que hoje estão subutilizados ou degradados, garantindo sua preservação e destinando-os a novos usos sociais, culturais e de apoio aos serviços públicos. A ação integra um conjunto mais amplo de requalificação urbana planejado para a região, que tem como foco reforçar a vitalidade do centro histórico, atrair circulação e ampliar a oferta de serviços à população.
A Agência SP realizou um levantamento e detalhou os 17 imóveis a serem restaurados no projeto do Novo Centro Administrativo. A lista de edifícios inclui tradicionais casarões, antigos equipamentos públicos e mais. Clique aqui para conferir a lista.
"Esse projeto vai muito além da racionalização administrativa. Estamos tratando de um novo olhar para o centro de São Paulo, que passa pela requalificação urbana com respeito à memória da cidade. Preservar esses imóveis é preservar a identidade paulista", afirma o secretário de Projetos Estratégicos (SPE), Guilherme Afif.
Com investimentos estimados em R$ 6 bilhões, o projeto elaborado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) inclui a construção do Novo Centro Administrativo, que reunirá cerca de 22 mil servidores, hoje distribuídos em quase 40 endereços da capital. Além de modernizar a gestão pública e reduzir custos operacionais, o projeto tem como eixo central a preservação e valorização do patrimônio, seguindo diretrizes dos órgãos de proteção e promovendo o uso qualificado desses espaços.
Os imóveis que serão restaurados são, em sua maioria, antigas residências construídas entre o final do século XIX e início do século XX, muitas delas projetadas por nomes como o arquiteto Pedro de Mello e Souza. Os edifícios apresentam elementos típicos da arquitetura eclética e neoclássica da época, como alpendres laterais, recuos em todos os lados do terreno, terraços com balaustradas e uso de materiais nobres.
