Quatro grupos apresentam projetos para arena em SP
Projeto abrange uma área total de 53.795 metros quadrados
A Prefeitura de São Paulo recebeu contribuições de quatro grupos empresariais no âmbito do Procedimento Preliminar de Manifestação de Interesse (PPMI) para a implantação de uma arena multiuso com capacidade para até 20 mil pessoas e de um polo de inovação na Marginal Pinheiros, na zona oeste da capital. O chamamento público busca colher subsídios técnicos e econômicos para o desenvolvimento de uma futura concessão ou Parceria Público-Privada (PPP). O processo segue em fase preliminar de avaliação de mercado.
O projeto abrange uma área total de 53.795 metros quadrados que atualmente abriga a sede da subprefeitura de Pinheiros, instalações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e uma unidade de saúde, além da Praça Victor Civita. O terreno é cobiçado pelo setor privado há décadas e foi cogitado por diversas gestões municipais anteriores.
Entre os participantes do PPMI constam empresas de destaque no setor. A Live Nation apresentou estudo para complexo multiuso com torre corporativa de alto padrão, centro comercial e diretrizes de incentivos fiscais para tecnologia. O projeto da Live Nation estima investimentos de longo prazo. O grupo Construcap sugeriu projeto integrado por esplanada elevada, arena de revestimento translúcido e polo de inovação com teto verde. O polo de inovação busca atrair empresas de tecnologia para a zona oeste.
A In Entretenimento propôs a inclusão de um hotel com centro de convenções e áreas comerciais, prevendo prazos de implantação em contratos de longo prazo. Já o Instituto Idea concentrou sua proposta em uma arena poliesportiva voltada a eventos de média escala, para até 12 mil pessoas, além da construção de um domo para apresentações e melhorias viárias no entorno.
O projeto enfrenta oposição de moradores e associações da região. A Associação dos Amigos de Alto de Pinheiros (SAAP) organizou um abaixo-assinado com milhares de adeptos e exige a suspensão do PPMI até a realização de estudos de impacto ambiental e de tráfego, além de audiências públicas. O Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito civil e pediu esclarecimentos à gestão municipal.
A administração municipal defende a proposta ao apontar o baixo aproveitamento socioeconômico dos lotes e sua localização estratégica próxima a eixos de transporte. A prefeitura reafirmou que novas audiências e consultas públicas serão realizadas para definir os custos da intervenção, o modelo de parceria e a realocação dos órgãos públicos afetados. As propostas continuam sob análise técnica.