São Bernardo define propostas para as conferências de saúde

Conselho aprova diretrizes para reduzir tempo de espera no SUS

Por Da Redação

São Bernardo amplia debate de políticas públicas na saúde

O Conselho Municipal de Saúde de São Bernardo aprovou as diretrizes para as próximas Conferências Nacionais e Estaduais de Saúde. A reunião contou com cerca de 100 pessoas, entre usuários, funcionários e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) da cidade, e tratou da etapa local da 10ª Conferência Estadual de Saúde – 10ª CES “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: cuidar do povo é cuidar do Brasil”, fase estadual da 18ª Conferência Nacional de Saúde. O evento foi realizado na sede da Associação Paulista de Medicina.

Em quatro grupos, um para cada eixo temático debatido, foram discutidas e formuladas as diretrizes que vão ser apresentadas nas Conferências Estadual e Nacional de Saúde e vão nortear as propostas de políticas públicas. Cada grupo foi composto pelos três “segmentos” de participantes. O evento contou com uma abertura realizada pela Banda da Polícia Militar, que fez uma apresentação e executou o Hino Nacional.

O primeiro eixo, voltado à soberania e democracia, teve foco estadual em reduzir a espera por consultas e exames na atenção primária, enquanto o plano nacional aposta na comunicação descentralizada, na valorização da ciência e no combate à precarização do SUS.

O financiamento do sistema compõe o segundo eixo. A proposta estadual prevê que 15% do orçamento paulista seja distribuído com equidade entre as macrorregiões — fortalecendo órgãos como o Consórcio Intermunicipal Grande ABC —, enquanto a diretriz nacional exige a aplicação mínima de 10% do Orçamento da União na saúde.

No terceiro eixo, focado no impacto das emergências climáticas e na justiça socioambiental, o planejamento estadual propõe ampliar o quadro de profissionais das vigilâncias por meio de concursos públicos. Já a meta nacional busca reforçar a infraestrutura ministerial para mapear e fiscalizar os riscos ambientais.

O quarto eixo debateu o modelo de assistência e cuidado integral. Regionalmente, a prioridade é a expansão de hospitais e centros especializados custeados pelo Estado para suprir gargalos históricos, como a oncologia e o tratamento de pacientes renais crônicos, desafogando o Hospital Anchieta. Nacionalmente, o pleito é por uma lei que garanta mais repasses federais permanentes para os municípios que realizam atendimentos de média e alta complexidade.