Mauá registra morte por metanol e soma alerta na Grande SP

Jovem de 26 anos é a 12ª vítima fatal ligada ao caso em SP

Por Da Redação

Reagentes alteram a cor da bebida, detectando a presença de metanol

A cidade de Mauá registrou a primeira morte confirmada por intoxicação causada pelo consumo de bebida alcoólica adulterada com metanol. A vítima é um homem de 26 anos, morador do município, e o óbito integra o balanço estadual que soma 12 mortes relacionadas ao surto no estado de São Paulo.

O jovem foi atendido inicialmente em uma unidade de pronto atendimento de Mauá em 19 de janeiro, após relatar mal-estar. No dia seguinte, apresentou agravamento do quadro clínico e foi transferido ao Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, onde permaneceu internado em estado grave. A morte foi confirmada em 29 de janeiro, após exames laboratoriais indicarem a presença de metanol no organismo.

A investigação epidemiológica conduzida pelo município apontou o consumo de vodca como provável origem da intoxicação. Em ação conjunta, a Vigilância Sanitária de Mauá e a Polícia Civil realizaram fiscalização no estabelecimento onde a bebida teria sido adquirida, localizado no Jardim Canadá. Garrafas foram apreendidas e encaminhadas para análise pericial.

A Secretaria da Segurança Pública apura as circunstâncias da morte e aguarda os laudos técnicos para a conclusão do inquérito. Segundo o governo estadual, São Paulo contabiliza 52 casos confirmados de intoxicação por metanol, além de quatro mortes ainda sob investigação em outros municípios. Mais de 500 notificações já foram descartadas.

O metanol é um álcool de uso industrial e altamente tóxico quando ingerido, podendo causar danos neurológicos graves, cegueira e falência de órgãos. Desde o início das investigações, operações policiais resultaram em dezenas de prisões e na apreensão de milhares de itens ligados à falsificação de bebidas alcoólicas no estado.