Cidades do ABC recebem armas não letais do governo
Programa federal reforça GCMs com capacitação e novos protocolos
Cidades do ABC paulista passaram a integrar o programa federal Município Mais Seguro e começaram a receber armamentos não letais destinados ao reforço das Guardas Civis Municipais. A iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública contempla o envio de armas de choque e sprays de pimenta, além de ações voltadas à capacitação dos agentes e à modernização das práticas de segurança pública.
Foram incluídos no programa os municípios de Diadema, Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Ribeirão Pires. A distribuição dos equipamentos levou em conta critérios como o tamanho da população e o efetivo de cada guarda municipal. Rio Grande da Serra não participa nesta etapa inicial da adesão.
O investimento federal para a compra dos dispositivos não letais destinados à região foi de R$ 5,1 milhões, valor que representa cerca de 4% do orçamento total do programa Município Mais Seguro, estimado em R$ 170 milhões. A proposta do governo federal é ampliar alternativas ao uso de armas de fogo, priorizando abordagens com menor potencial de letalidade.
Além do fornecimento dos equipamentos, o programa prevê a formação continuada dos agentes a partir de março. Os treinamentos terão foco no uso progressivo da força, na atualização de protocolos operacionais e no fortalecimento do policiamento comunitário, com o objetivo de aumentar a segurança da população e reduzir riscos em ocorrências envolvendo suspeitos desarmados ou com armas brancas.
Durante a cerimônia de adesão dos municípios, representantes do governo federal destacaram que o uso de armamentos não letais permite intervenções mais seguras, tanto para os agentes quanto para a população, ao possibilitar a imobilização de suspeitos sem a necessidade de causar ferimentos graves ou mortes.
Prefeitos da região também defenderam que os novos recursos podem contribuir para o enfrentamento de problemas recorrentes no ABC, como perturbações do sossego associadas a grandes aglomerações e eventos irregulares, especialmente durante a madrugada.
O evento marcou ainda a última agenda oficial do então secretário nacional de Segurança Pública à frente da pasta. Após quase dois anos no cargo, ele deixa a função, sendo substituído pelo atual secretário de Segurança Pública do Piauí. A transição ocorre com a previsão de continuidade do programa e de ampliação das ações em 2026.
