Atendimentos por câncer crescem 21,8% no SUS de SP
Os atendimentos para tratamento do câncer de próstata no SUS em São Paulo cresceram 21,8% entre 2023 e 2025, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). No ano passado, foram 209.611 procedimentos ambulatoriais e internações, 24 por hora. O total passou de 172.054, em 2023, para 190.672, em 2024. De janeiro a agosto de 2026, foram 125.254 atendimentos. Desde 2023, a soma já chega a 697.591.
O câncer de próstata pode não apresentar sintomas nas fases iniciais. Idade e histórico familiar estão entre os fatores de risco. Campanhas como o Novembro Azul contribuem para ampliar a conscientização sobre o diagnóstico precoce. Alimentação saudável, atividade física, controle do peso e consultas regulares são medidas recomendadas.
Dificuldade para urinar, redução do jato urinário ou sangue na urina exigem avaliação em uma unidade de saúde. Conforme a análise médica, a investigação pode incluir exame de PSA e toque retal; a confirmação depende de biópsia.
Para homens sem sintomas, a Sociedade Brasileira de Urologia orienta conversar com o médico sobre avaliação da próstata a partir dos 50 anos, ou dos 45 para quem tem maior risco, como pessoas com histórico familiar ou homens negros. A indicação deve ser individualizada. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) não recomenda rastreamento de rotina e orienta discutir benefícios e riscos com um profissional.
A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a porta de entrada para avaliação pelo SUS. Homens a partir de 50 anos também podem buscar o programa Filho que Ama Leva o Pai ao AME, da SES-SP, que oferece consultas e exames de cardiologia e urologia, sem encaminhamento.
A Tabela SUS Paulista complementa valores federais pagos a hospitais e prestadores do SUS. Para o câncer de próstata, abrange exames, biópsias e tratamentos.