☰
✕

São Paulo registra 40 casos de sarampo em 2026, sendo 36 só na capital

Estado descarta mais de 1.700 suspeitas e registra aumento da vacinação

Por Andre Souza - SP

Manchas vermelhas na pele são um dos principais sintomas do sarampo

O estado de São Paulo chegou a 40 casos confirmados de sarampo em 2026, após o registro de três novos pacientes na capital paulista, segundo balanço divulgado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE). Os novos casos envolvem dois homens, de 18 e 21 anos, e uma criança de 1 ano. Até o momento, não foram registradas mortes pela doença.


Dos 40 casos confirmados, 36 ocorreram na cidade de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André. Segundo o governo estadual, 30 pacientes não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou apresentavam esquema vacinal incompleto.


As crianças menores de 2 anos representam aproximadamente 60% dos casos, o equivalente a 24 pacientes. Entre os três novos registros, o homem de 21 anos e a criança tinham uma dose da vacina, enquanto o paciente de 18 anos não possuía registro de imunização.


Desde o início do monitoramento, mais de 1.700 notificações suspeitas foram descartadas. As equipes de saúde acompanham as cadeias de transmissão identificadas desde junho e verificam a possibilidade de interrupção da circulação do vírus em Guarulhos e São Bernardo do Campo. Para confirmar o encerramento, são necessárias 12 semanas sem novos casos relacionados.

A cobertura vacinal também apresentou crescimento no estado. Entre abril e julho, o percentual de aplicação da primeira dose passou de 86,56% para 93,24%, aumento de 6,68 pontos percentuais. Na segunda dose, a cobertura subiu de 72,72% para 78,37%, avanço de 5,65 pontos.

Em setembro, mais de 2,5 milhões de doses contra o sarampo foram aplicadas durante a Campanha de Multivacinação. Os números ainda serão incorporados aos indicadores de cobertura vacinal.

A vacina é oferecida gratuitamente nas unidades básicas de saúde dos 645 municípios paulistas. O calendário prevê doses aos 12 e 15 meses de idade, além da atualização vacinal para adolescentes e adultos.