Agir 'retira' Policial Edjane da disputa ao Governo e anuncia apoio à reeleição de Tarcísio
Partido muda posição após TRE-SP indeferir chapa por renúncias de candidatas a vice
O Agir anunciou apoio à candidatura à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo de São Paulo após a saída da policial militar Edjane Alves da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. A mudança ocorreu depois de o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) indeferir o registro da chapa apresentada pelo partido.
Edjane enfrentou duas mudanças na composição da chapa durante a campanha. Renata Bolsonaro havia sido escolhida para concorrer como vice-governadora. Ela, porém, renunciou à candidatura para disputar uma vaga de deputada federal.
Dentro do prazo permitido, o Agir indicou a professora Nayr Alves Duarte como substituta. Porém, ela também deixou a candidatura a vice para concorrer a deputada estadual. Essa segunda renúncia ocorreu quando o prazo previsto pela Justiça Eleitoral para a substituição de candidatos já havia terminado. Sem possibilidade de apresentar outro nome para completar a chapa, o registro do AGIR foi indeferido pelo TRE-SP.
Após a decisão, Edjane anunciou que deixaria a corrida pelo governo paulista. Em seguida, o Agir declarou apoio a Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa estadual. A decisão foi anunciada pela direção da legenda na quinta-feira (18).
Antes de deixar a disputa, Edjane aparecia com percentuais de até 3% das intenções de voto. Pesquisa Datafolha realizada entre 8 e 10 de setembro apontou a candidata com 3%. O levantamento ouviu 1.610 eleitores e tinha margem de erro de dois pontos percentuais.
No Paraná Pesquisas, divulgado em 11 de setembro, Edjane registrou 0,7% das intenções de voto. Foram entrevistados 1.680 eleitores entre os dias 7 e 10 de setembro, com margem de erro de 2,4 pontos percentuais.
Edjane disse que fará pronunciamento oficial sobre o caso nesta segunda-feira(21). Nas redes sociais ela postou "Tentaram me parar. Mas quem tem propósito, coragem e fé não desiste no primeiro obstáculo. Minha caminhada continua. Cada dificuldade só reforça a minha determinação de seguir em frente. Não vou recuar. Não vou me calar. Vou seguir em frente".
Em entrevista ao programa "Na Mira do Voto", da TV Cenário, Edjane cita "boicote" do próprio partido à sua candidatura.