Porto de Santos estuda transbordo offshore de soja com porto da China
Parceria prevê estudos para ampliar eficiência e reduzir custos do transporte
A Autoridade Portuária de Santos (APS) firmou um memorando de entendimentos com o porto chinês de Ningbo Zhoushan para desenvolver estudos sobre a implantação de operações de transbordo off shore de soja na costa paulista. A iniciativa busca aumentar a eficiência logística das exportações brasileiras por meio da transferência da carga para navios de maior porte antes da travessia oceânica.
O acordo, assinado em 20 de julho, prevê a criação de um grupo de trabalho bilateral responsável pela troca de informações técnicas e pela avaliação da viabilidade do modelo. A proposta é permitir que embarcações do tipo capesize, com capacidade superior a 150 mil toneladas, recebam a soja em alto-mar a partir de navios menores carregados no cais do Porto de Santos.
Atualmente, os maiores graneleiros que operam no complexo portuário santista transportam cerca de 80 mil toneladas. Com o transbordo off shore, esses navios poderiam descarregar parte da carga em embarcações de maior capacidade sem a necessidade de adaptações na infraestrutura do porto, permitindo que retornem mais rapidamente ao terminal para novos carregamentos.
Segundo a Autoridade Portuária de Santos, o sistema tem potencial para reduzir os custos de frete marítimo, aumentar a produtividade das operações e ampliar a competitividade das exportações brasileiras de soja no mercado internacional. A utilização de navios maiores também tende a otimizar as rotas de longo curso, especialmente para destinos na Ásia, principal mercado consumidor do grão brasileiro.
O parceiro chinês, o porto de Ningbo Zhoushan, é atualmente o maior porto do mundo em movimentação de cargas. Localizado na província de Zhejiang, movimenta mais de 1,4 bilhão de toneladas por ano e é referência internacional em operações portuárias de grande escala. A cooperação entre os dois portos pretende aproveitar essa experiência para avaliar soluções que possam ser aplicadas às operações do Porto de Santos, principal porta de saída das exportações brasileiras.