Sistema Anchieta-Imigrantes testa pedágio eletrônico sem cancelas
Modelo free flow começa fase de testes e entra em operação em julho com cobrança dividida nos dois sentidos da serra.
A concessionária Ecovias Imigrantes iniciou a fase de testes do sistema de pedágio eletrônico conhecido como free flow no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). A etapa começou após a instalação dos pórticos na Via Anchieta, no km 33, e na Rodovia dos Imigrantes, no km 29, em ambos os sentidos.
O novo modelo, chamado Siga Fácil, elimina a necessidade de praças de pedágio com cancelas e permite a cobrança automática da tarifa por meio da leitura de placas e tags eletrônicas. Durante os testes, não haverá cobrança dos usuários.
Segundo a concessionária, a fase atual inclui validações técnicas, integração dos sistemas e calibração dos equipamentos. O processo é acompanhado pela Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), responsável pela homologação da tecnologia.
A previsão é que o sistema entre em operação em 1º de julho. Com a mudança, a tarifa atualmente cobrada no Sistema Anchieta-Imigrantes será dividida entre os sentidos de descida e subida da serra. Hoje, motoristas que seguem para o litoral pagam R$ 38,70 e não são cobrados no retorno à capital.
Com o novo modelo, o valor passará a ser de R$ 19,35 por sentido. A cobrança ocorrerá nos pórticos instalados nas rodovias, tanto para quem segue ao litoral quanto para quem retorna ao planalto.
A alteração também afetará motoristas que utilizam as rodovias Padre Manuel da Nóbrega e Cônego Domênico Rangoni. Atualmente, eles pagam pedágio apenas nessas vias. Com a implantação do free flow, também haverá cobrança no trecho de planalto da Anchieta e da Imigrantes quando o deslocamento ocorrer no sentido da capital.
De acordo com a Ecovias, os novos pórticos substituirão as atuais praças de pedágio localizadas no km 32 da Rodovia dos Imigrantes e no km 31 da Via Anchieta, que serão desmobilizadas após a transição.
Os equipamentos utilizam câmeras, sensores e antenas para identificar automaticamente os veículos. As câmeras contam com tecnologia OCR, capaz de realizar a leitura das placas dianteiras e traseiras. Sensores a laser classificam os veículos conforme características como altura, comprimento e número de eixos, enquanto as antenas identificam as tags eletrônicas.
As informações coletadas são enviadas para um sistema central, que valida os dados registrados e calcula a tarifa correspondente à passagem do veículo. A implantação do pedágio eletrônico integra o programa de modernização da infraestrutura rodoviária paulista conduzido pelo Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e da Artesp.