PF investiga esquema envolvendo ex-chefe da Receita Federal em Itajaí

A Operação Benaia apura suposto esquema de vantagens indevidas, lavagem de dinheiro e favorecimento a empresários

Por Ana Laura Gonzalez

As diligências foram realizadas nos municípios de Campinas, Guarulhos, São Paulo, Santana de Parnaíba, Barueri, Paulínia, Valinhos e Hortolândia

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (2) a Operação Benaia, que investiga um suposto esquema de corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo um servidor público federal. A maior parte das medidas judiciais foi cumprida no estado de São Paulo, onde ocorreram 21 dos 24 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça.

As diligências foram realizadas nos municípios de Campinas, Guarulhos, São Paulo, Santana de Parnaíba, Barueri, Paulínia, Valinhos e Hortolândia. Somente em Campinas foram cumpridos oito mandados, o maior número entre as cidades alvo da operação.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura a atuação de um servidor que exerceu a chefia da Receita Federal em Itajaí, Santa Catarina. De acordo com os investigadores, ele teria utilizado a posição ocupada no órgão para favorecer empresários em processos alfandegários, recebendo pelo menos R$ 2 milhões em vantagens indevidas.

As apurações também indicam que o investigado teria recorrido a empresas registradas em nome de familiares para ocultar a origem dos recursos e dar aparência de legalidade aos valores supostamente obtidos de forma ilícita.

Além das buscas, a Justiça determinou o afastamento do principal investigado de suas funções públicas. A Receita Federal acompanha parte das diligências realizadas pela Polícia Federal.

Em Santa Catarina, a operação cumpriu três mandados de busca e apreensão na cidade de Itajaí, onde o servidor investigado atuou. A análise dos materiais apreendidos deverá auxiliar na identificação de outros possíveis envolvidos e no aprofundamento das investigações sobre o suposto esquema.

Os fatos apurados podem resultar na responsabilização dos investigados por crimes de corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

PF