Fiesp discute reforma tributária e impactos no país
Evento reúne autoridades e setor produtivo para debater regulamentação e efeitos do novo sistema fiscal
Em meio ao avanço da regulamentação do novo sistema tributário brasileiro, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou na terça-feira (26) o evento Reforma Tributária: aspectos práticos e sua regulamentação, que reuniu autoridades, especialistas e representantes do setor produtivo para discutir os impactos das mudanças no ambiente econômico.
Os debates da programação abordaram temas centrais da implementação da nova arquitetura fiscal brasileira, incluindo a cooperação federativa, o período de transição do sistema tributário, os impactos sobre empresas optantes pelo Simples Nacional e as mudanças associadas a mecanismos como o split payment.
Na avaliação do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o debate sobre a reforma tributária envolve temas como competitividade, emprego, crescimento econômico e desenvolvimento. Ele afirmou que a implementação do novo sistema exigirá um longo processo de adaptação, já que a transição do IBS seguirá até 2033.
A entidade destaca que a transição da reforma tem gerado dúvidas no setor produtivo, conforme pesquisas internas. O evento foi mais uma iniciativa da Fiesp para apoiar empresas de todos os portes na adaptação ao novo modelo tributário.
Também participaram da abertura representantes de instituições como Ciesp, Receita Federal, Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e outros órgãos públicos e privados, além de especialistas do setor jurídico e econômico.
Entre os temas adicionais estiveram os novos incentivos à Zona Franca de Manaus, os impactos tecnológicos da reforma e os desafios do contencioso tributário no novo cenário regulatório.
Segundo a entidade, o acompanhamento da reforma seguirá contínuo, com foco em segurança jurídica, eficiência do sistema e previsibilidade para investimentos e empresas. A Fiesp reforça que o diálogo entre setor produtivo e autoridades será permanente durante toda a fase de transição.
De acordo com a Fiesp, a implementação da reforma tributária seguirá sendo acompanhada por entidades empresariais e órgãos públicos ao longo dos próximos anos, em um processo de transição gradual até a consolidação do novo modelo fiscal brasileiro. O processo de adaptação deverá envolver ajustes tecnológicos, regulatórios e administrativos, além de mudanças na rotina das empresas e na relação com administrações tributárias estaduais e federais.
A entidade reforça que o acompanhamento permanente da reforma será essencial para garantir segurança jurídica, previsibilidade e eficiência econômica durante toda a fase de implementação no país. Segundo a Fiesp, esse acompanhamento também busca reduzir incertezas, ampliar a transparência do sistema e apoiar o ambiente de negócios durante o período de transição. Os debates devem continuar ao longo da implementação do novo sistema tributário, com novas etapas de regulamentação e monitoramento por parte de instituições públicas e privadas envolvidas no processo.