São Paulo gera 183 mil empregos formais no 1º trimestre

Setor de serviços lidera contratações e salário médio é o maior do país

Por Ana Laura Gonzalez - SP

Em março, o estado de São Paulo teve o maior salário médio de admissão do país, de R$ 2.646,63

O estado de São Paulo registrou a criação de 183.054 vagas de emprego com carteira assinada no primeiro trimestre de 2026, média diária de cerca de 2 mil novas posições, de acordo com dados divulgados pela Fundação Seade, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O desempenho positivo confirma a liderança paulista na geração de empregos formais no país, mantendo um saldo consistente em todos os períodos analisados.

Em março, foram criadas 67.876 vagas formais, enquanto no acumulado de 12 meses o estado alcançou 278.537 oportunidades de trabalho. Esses números representam 30% das vagas com carteira assinada criadas no país tanto no primeiro trimestre quanto no mês de março e 23% no período de 12 meses, consolidando São Paulo como o estado com maior saldo de postos formais do Brasil. Na região Sudeste, o estado foi responsável por 63,5% das vagas abertas no trimestre, destacando seu peso econômico no cenário regional.

O crescimento do emprego formal apresentou variações positivas em todos os períodos: 0,46% em março, 1,25% no trimestre e 1,92% no acumulado de 12 meses. Entre as cidades que mais geraram empregos em março estão a capital (22.988), Osasco (6.223), Campinas (2.392), Guarulhos (2.191) e Ribeirão Preto (2.059). No trimestre, os destaques foram São Paulo (54.551), Osasco (8.445), Bauru (7.582), Guarulhos (5.827) e Campinas (5.766). No acumulado anual, a capital lidera com 106.808 vagas, seguida por Osasco (29.045), Barueri (12.912), Guarulhos (10.784) e Santo André (6.173), indicando concentração significativa de postos formais em grandes municípios.

O setor de serviços foi responsável pela maior parte das contratações em março, com 49.475 vagas, destacando atividades de informação, comunicação e serviços financeiros, imobiliários e administrativos, que somaram 19.131 empregos. Transporte, armazenagem e correio abriram 14.638 vagas, enquanto administração pública, defesa, educação e saúde responderam por 10.262 novas posições. A indústria geral gerou 8.197 vagas, com predominância da indústria de transformação (7.374). Outros setores como construção civil (9.595) e comércio, reparação de veículos e motocicletas (4.756) também contribuíram para o saldo positivo.

O salário médio de admissão em São Paulo atingiu R$ 2.646,63 em março, valor 12,6% acima da média nacional, de R$ 2.350,83. Entre os estados brasileiros, Santa Catarina (R$ 2.412,89), Distrito Federal (R$ 2.404,07) e Rio de Janeiro (R$ 2.323,62) aparecem como os que apresentam os salários médios mais elevados, mas ainda abaixo do registrado na liderança paulista. Na região Sudeste, o salário médio foi de R$ 2.495,06, o maior do país.

No Brasil, o número de empregos formais criados em março foi de 228.208, 613.373 no trimestre e 1.211.455 nos últimos 12 meses. Na região Sudeste, foram 138.027 vagas em março, 288.598 no trimestre e 478.727 no acumulado anual. Esses números evidenciam a relevância de São Paulo no contexto nacional e regional, reforçando seu papel estratégico como motor da economia e do mercado de trabalho formal no país.

O crescimento contínuo do emprego formal, aliado ao maior salário médio de admissão, indica tendência de fortalecimento do mercado de trabalho paulista, com efeitos positivos sobre consumo, renda e atividade econômica. A liderança de São Paulo na geração de empregos, tanto em quantidade quanto em qualidade, mantém o estado como referência nacional e regional para oportunidades de trabalho, evidenciando a importância de políticas públicas e iniciativas privadas na manutenção de um mercado de trabalho dinâmico e em expansão.