Reajuste do piso paulista avança na Assembleia Legislativa

Projeto prevê aumento e amplia diferença frente ao mínimo federal

Por Redação

O valor contempla mais de 70 categorias profissionais

O governador Tarcísio de Freitas enviou nesta semana à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) um projeto de lei que prevê o reajuste do salário mínimo paulista para R$ 1.874,36. A proposta integra a política estadual de valorização do piso regional e, se aprovada, passará a vigorar ainda em 2026.

O valor proposto representa um aumento significativo em relação ao salário mínimo nacional, atualmente fixado em R$ 1.621. De acordo com o governo estadual, a diferença será de R$ 253, o que equivale a 15,6% acima do piso nacional. A medida alcança mais de 70 categorias profissionais que não possuem piso salarial definido por legislação federal, convenção ou acordo coletivo.

Entre os trabalhadores beneficiados estão empregados domésticos, cuidadores de idosos e de pessoas com deficiência, serventes, trabalhadores agropecuários e pescadores. Também estão incluídos profissionais de serviços urbanos, como limpeza, conservação e manutenção de áreas públicas, além de trabalhadores do comércio, da indústria e de serviços administrativos em funções não especializadas.

O projeto contempla ainda ocupações ligadas à construção civil, como pedreiros, pintores, encanadores e soldadores, bem como profissionais de alimentação, turismo e hospedagem, como garçons, barmen e trabalhadores da preparação de alimentos. Setores industriais e de produção também fazem parte da lista, incluindo operadores de máquinas, montadores e trabalhadores de usinagem.

Segundo dados do Executivo paulista, o piso estadual acumulou alta de 46% desde 2022, desempenho superior ao crescimento nominal do salário mínimo nacional no mesmo período, que foi de 33,7%. O reajuste também supera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que registrou variação de 19,5% no intervalo analisado.

A proposta agora segue para análise e votação na Alesp. Caso seja aprovada pelos deputados estaduais, o novo valor passará a ser referência para as categorias abrangidas, consolidando o salário mínimo paulista como um dos mais elevados do país.