SP lança primeira diretriz para escolas indígenas do Brasil

Em parceria com as cinco etnias do estado, normativa regulamenta o funcionamento das unidades da rede em aldeias indígenas; em três anos, SP investiu 20,5% a mais em obras do que a soma das três gestões anteriores

Por Por Redação

1.023 estudantes frequentam as 42 escolas indígenas da rede

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo lançou as Diretrizes Curriculares para a Educação Escolar Indígena na Educação Básica, primeira normativa do tipo no país. O documento regulamenta o funcionamento das escolas localizadas em aldeias e estabelece política permanente para garantir o direito à educação diferenciada dos povos originários.

As diretrizes foram construídas com participação de lideranças indígenas, professores e representantes públicos, após consultas com comunidades Guarani Mbyá, Tupi-Guarani, Kaingang, Krenak e Terena. O objetivo é fortalecer identidades, línguas e saberes tradicionais.

Atualmente, 1.023 estudantes frequentam 42 escolas indígenas da rede paulista. Entre 2023 e 2026, foram concluídas 80 obras em 38 unidades, incluindo novas escolas, ampliações e reformas. O valor aplicado supera em 20,5% o total investido nos 12 anos anteriores.

O governo também anunciou parceria com a Associação Kamuri para impressão e distribuição de materiais didáticos em línguas indígenas. Os conteúdos incluem gramáticas, narrativas sagradas e dicionários.

Outra medida foi a criação de curso superior em parceria com a Unifesp para formação de mais de 70 professores indígenas.