Governo do estado amplia vacinação contra a chikungunya nos municípios paulistas
Nova etapa da campanha leva imunização a municípios paulistas e reforça estratégia de prevenção à doença
O Governo de São Paulo ampliou na quarta-feira (22) a estratégia de vacinação contra a chikungunya em municípios paulistas, em mais uma etapa da campanha de prevenção à doença. A ação utiliza a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com a farmacêutica Valneva.
A imunização é realizada gratuitamente nas unidades municipais de saúde, seguindo diretrizes do Ministério da Saúde. O público-alvo nesta fase inclui pessoas de 18 a 59 anos, conforme definição técnica adotada para os municípios participantes.
A estratégia começou neste ano em cidades selecionadas a partir de critérios epidemiológicos, tamanho populacional e capacidade operacional para implantação rápida da vacina. A expectativa do governo estadual é ampliar gradualmente a cobertura conforme disponibilidade de doses e avaliação dos resultados.
A vacina contra chikungunya foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025. O imunizante também recebeu autorização para uso no Canadá, Reino Unido e União Europeia.
Estudos clínicos apontaram bom perfil de segurança, com eventos adversos predominantemente leves ou moderados, além de resposta imunológica após dose única.
Em ensaios realizados nos Estados Unidos, cerca de 99% dos voluntários desenvolveram anticorpos neutralizantes.
As contraindicações seguem orientações da bula aprovada pela Anvisa e incluem pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas, gestantes e indivíduos com hipersensibilidade a componentes da fórmula.
O Instituto Butantan também acompanha a efetividade da vacina nos municípios contemplados, comparando dados entre pessoas vacinadas e não vacinadas em condições reais de uso.
A Secretaria de Estado da Saúde orienta a população a procurar atendimento médico diante de sintomas como febre, dores intensas nas articulações e mal-estar. O diagnóstico precoce ajuda no acompanhamento clínico e reduz complicações.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya pode causar febre alta e dores articulares persistentes por meses ou anos. Não há tratamento antiviral específico, e o cuidado inclui repouso, hidratação e medicamentos para alívio dos sintomas.
Em 2025, o estado de São Paulo registrou 7.952 casos confirmados e sete mortes pela doença. Em 2026, até 21 de abril, foram contabilizados 616 casos e dois óbitos.