Linha 17-Ouro estreia sem bilheteria e gera debate

Modelo de bilhetagem 100% digital reacende discussão sobre acessibilidade e inclusão no transporte público

Por Redação

Sistema prevê a compra de passagens por totens de autoatendimento, além de aplicativos de celular, cartões de transporte e pagamento por aproximação nas catracas

A recém-inaugurada Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo inicia operação sem bilheterias físicas nas estações e adota modelo de venda exclusivamente digital e por autoatendimento. A medida integra a fase inaugural do monotrilho e retoma discussões sobre a substituição de pontos presenciais de atendimento no sistema metroferroviário paulista.

O sistema prevê a compra de passagens por totens de autoatendimento, além de aplicativos de celular, cartões de transporte e pagamento por aproximação nas catracas. Segundo a operadora do sistema TOP, os equipamentos também aceitarão dinheiro em espécie, ampliando as formas de pagamento disponíveis ao usuário.

O modelo já havia sido proposto e parcialmente implementado pelo governo estadual em 2021, mas foi suspenso após relatos de falhas técnicas, denúncias de fraudes e críticas de usuários do sistema.

O tema voltou a ser discutido em 2024, quando o Metrô reduziu o horário de funcionamento de bilheterias em estações da Linha 3-Vermelha. A redução foi associada a mudanças operacionais e à digitalização gradual dos meios de pagamento.

Especialistas e entidades de defesa do consumidor apontam que a ausência de bilheterias pode impactar a acessibilidade, especialmente para usuários sem acesso a internet ou dispositivos digitais. Também há preocupação com idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade digital.

O Metrô afirma que o novo modelo busca ampliar e modernizar as formas de pagamento da tarifa, com integração de canais digitais e uso de tecnologia de aproximação nas catracas. Durante a fase inaugural, o monotrilho opera em regime reduzido, de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, com gratuidade até outubro, quando está prevista a cobrança de tarifa.

Após o período inicial, a operação será transferida à concessionária ViaMobilidade, responsável pela gestão do monotrilho, que deverá assumir a Linha 17-Ouro em sua fase integral. Também fazem parte do sistema alternativas de compra e recarga de bilhetes, como aplicativo TOP, WhatsApp, Carteira do Google, QR Code e cartões por aproximação em dispositivos móveis. A iniciativa reforça a estratégia de digitalização do sistema de bilhetagem e busca reduzir filas, ampliar opções de pagamento e integrar diferentes plataformas de acesso ao transporte público na capital paulista. O sistema segue em fase de operação assistida no monotrilho da Linha 17-Ouro em caráter de operação inicial em testes fase.

 

*Com informações da Folhapress