Ramuth diz não haver disputa por vice em SP
Vice-governador afirma que definição da chapa é decisão do governador e nega conflitos internos em meio a articulações políticas para as eleições de 2026
O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (MDB), negou nesta terça-feira (14) a existência de disputa no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre a definição do vice na chapa de reeleição para as eleições de 2026.
A declaração foi feita durante agenda no Palácio dos Bandeirantes, na cerimônia de comemoração dos 50 anos da Defesa Civil do Estado. No local, o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou que pretende defender o nome do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado, para disputar o Senado.
Em entrevista ao g1, Ramuth afirmou que não há disputa interna e que a escolha do vice é uma decisão do governador. Ele destacou ainda a boa relação com André do Prado e disse que o parlamentar pode compor articulações da direita para o Senado, ao lado do ex-secretário Guilherme Derrite (PP).
O governador Tarcísio de Freitas foi questionado sobre as articulações políticas e afirmou que não conduz negociações em andamento, dizendo apenas que observa o processo.
Ramuth também negou qualquer atrito com o ex-presidente do PSD, Gilberto Kassab, após sua saída do partido. Segundo ele, a política é dinâmica e as decisões sobre a composição da chapa ainda dependem de definições futuras da base aliada.
As movimentações ocorrem em meio às articulações para as eleições de 2026 em São Paulo, envolvendo partidos aliados do governo estadual na construção das chapas majoritárias.
Segundo interlocutores ouvidos pelo g1, as negociações seguem em andamento e não há definição oficial sobre nomes para vice-governador ou Senado.
As lideranças políticas envolvidas afirmam que as decisões serão tomadas dentro do calendário eleitoral, com ajustes conforme avançam as conversas entre partidos da base governista.
O governo estadual reforça que o foco no momento é a continuidade da agenda administrativa, enquanto as discussões eleitorais permanecem em aberto nos bastidores políticos.