Procon mostra que ovo de Páscoa é até 121% mais caro que tablete

Levantamento também aponta alta de 11,16% nos itens da ceia, acima da inflação oficial

Por Por Redação

Maior acréscimo ocorreu entre os tabletes de chocolate (31,6%) e nos pescados congelados (28,6%)

Uma pesquisa do Procon-SP revela que o consumidor pode pagar bem mais caro pelo chocolate apenas por conta do formato do produto. De acordo com o levantamento, o preço médio do quilo do ovo de Páscoa chega a ser 121,7% maior do que o do tablete, mesmo quando não há inclusão de brinquedos.

Considerando os valores médios coletados na capital paulista, o quilo do chocolate em barra custa, em média, R$ 131,49, enquanto o do ovo de Páscoa atinge R$ 291,48. A diferença reforça que fatores como embalagem, apelo comercial, logística e sazonalidade impactam diretamente o preço final pago pelo consumidor.

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 19 de março em dez estabelecimentos comerciais distribuídos pelas cinco regiões da capital. Ao todo, foram analisados 162 produtos típicos do período, incluindo azeites, bolos de Páscoa, caixas de bombons, pescados congelados e frescos, além de itens vendidos a granel, como azeitonas e legumes.

O levantamento também identificou variações significativas de preços entre diferentes estabelecimentos. O maior contraste foi registrado no quilo do filé de pescada, encontrado por R$ 34,90 na zona leste e por R$ 89,98 na região central, uma diferença de 157,8%. O lombo de bacalhau também apresentou grande oscilação, com preços entre R$ 119,90 e R$ 269,98, variação de 125,2%.

Entre os chocolates, o ovo de Páscoa Surpresa Dinossauro, de 204 gramas, foi encontrado com preços entre R$ 49,99 e R$ 85,98, uma diferença de 72%. Já os tabletes de chocolate e as caixas de bombons registraram variações de até 100,2% e 91,7%, respectivamente, dependendo do ponto de venda e da marca.

Outro destaque do estudo é o aumento no custo da ceia de Páscoa. A comparação entre 136 itens comuns pesquisados em 2025 e 2026 aponta alta média de 11,16% nos preços, índice superior à inflação oficial medida pelo IPCA, que acumulou 3,81% no mesmo período.

Os maiores aumentos foram observados nos tabletes de chocolate, com alta de 31,6%, e nos pescados congelados, que subiram 28,6%. Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda, como os azeites, com redução de 26,3%, e as azeitonas, com recuo de 11,4%, o que pode ajudar a equilibrar parte dos gastos.

O levantamento também considerou o custo médio de ingredientes para receitas tradicionais do almoço de Páscoa, como pratos à base de bacalhau, tilápia, salmão e corvina, evidenciando o impacto das variações no planejamento das famílias e na escolha do cardápio.

Além da capital, a pesquisa foi ampliada para outras regiões do estado, com coleta de preços em 80 estabelecimentos de 12 municípios, entre eles Campinas, Santos, Sorocaba, Ribeirão Preto e São José dos Campos, oferecendo um panorama mais amplo dos preços praticados no período.

Diante desse cenário, o Procon-SP orienta que os consumidores pesquisem antes de comprar e comparem os preços entre diferentes estabelecimentos. Também é importante avaliar a relação entre qualidade, peso e preço, evitando decisões impulsivas.

Na hora de escolher chocolates, fatores como idade, preferências e restrições alimentares devem ser considerados. Informações obrigatórias na embalagem, como prazo de validade, composição e peso líquido, precisam ser verificadas com atenção.

Nos casos de ovos com brinquedos, é fundamental observar a faixa etária indicada, dados do fabricante ou importador, instruções de uso e possíveis riscos. A presença do selo do Inmetro também é essencial, pois indica que o produto atende às normas de segurança.

Já na compra de pescados, a recomendação é verificar as condições de conservação, como temperatura, aparência, cheiro e textura. Produtos congelados devem estar armazenados corretamente e não apresentar sinais de descongelamento, enquanto os frescos devem ter características visuais adequadas.

Especialistas também alertam para a importância de adquirir alimentos em locais confiáveis e com boas práticas de higiene. Planejar as compras com antecedência também pode ajudar a encontrar melhores preços e evitar produtos de menor qualidade.

A combinação entre pesquisa de preços, atenção às informações e cuidados com a qualidade é essencial para evitar prejuízos.