Governo de SP extingue quase 68 mil cargos

Medida prevê extinção gradual dos ocupados e elimina os vagos

Por Por Redação

Decisão não implica em exonerações e desligamentos

O governo de São Paulo oficializou a extinção de 67.722 cargos da estrutura administrativa do Estado. A medida foi divulgada pelo Estado e integra o plano São Paulo na Direção Certa, que prevê reestruturações na máquina pública e revisão de estruturas consideradas defasadas.

Do total de cargos atingidos, 33.477 já estavam vagos e serão eliminados de forma imediata. Outros 34.295, atualmente ocupados, serão extintos gradualmente, à medida que ficarem vagos, seja por aposentadoria, exoneração ou desligamento. Segundo o governo, a decisão não implica demissão nem perda de direitos para os servidores que hoje exercem essas funções.

De acordo com a administração estadual, os cargos pertencem a carreiras e classes que, ao longo dos anos, tiveram atribuições modificadas ou absorvidas por novos modelos de gestão. Entre as justificativas apresentadas estão a digitalização de serviços, a automação de processos internos, a reorganização administrativa de secretarias e autarquias e a ampliação de contratações temporárias previstas em lei.

Na prática, a medida formaliza a retirada desses cargos do quadro permanente do Estado, ajustando a estrutura de pessoal à configuração atual da administração. O governo sustenta que a iniciativa busca racionalizar despesas e adequar o tamanho da máquina pública às demandas contemporâneas do serviço público.

A extinção faz parte de um conjunto mais amplo de reformas administrativas implementadas desde o início da gestão. O plano inclui ainda reestruturação de órgãos, revisão de benefícios fiscais, alienação de ativos, modernização de sistemas administrativos e renegociação de passivos financeiros.

A gestão afirma que a reorganização pretende ampliar a capacidade de investimento do Estado em áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação, segurança e infraestrutura, ao mesmo tempo em que busca manter o equilíbrio fiscal. Ainda não foram detalhados, porém, os valores estimados de economia decorrentes especificamente da extinção dos cargos.

A medida ocorre em um contexto de revisão estrutural da administração pública paulista, com foco na redução de despesas permanentes e na adequação do quadro funcional às novas tecnologias e modelos de prestação de serviços. Especialistas em gestão pública apontam que iniciativas desse tipo costumam ter efeito gradual sobre as contas do Estado, já que a economia efetiva depende do ritmo de vacância e da reorganização interna das áreas afetadas.