Estado cria sistema para evitar crise hídrica em SP
Nova metodologia estabeleceu 7 faixas que determinam ações a serem adotadas
O Governo de São Paulo implantou um novo modelo de monitoramento dos mananciais que abastecem a Região Metropolitana para permitir decisões mais rápidas em períodos de escassez hídrica.
A metodologia possui sete faixas de criticidade conforme o nível dos reservatórios, indicando quais medidas devem ser adotadas em cada cenário. O acompanhamento é feito diariamente pelo Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que reúne dados dos principais reservatórios interligados, incluindo o Cantareira.
Restrições só ocorrem após sete dias consecutivos na mesma faixa e são suspensas após 14 dias em situação mais favorável. Nas primeiras faixas as ações são preventivas, com incentivo ao uso racional da água e redução noturna da demanda. Nos níveis mais críticos há maior redução de pressão na rede e, no cenário extremo, rodízio e uso de caminhões-pipa para serviços essenciais.
O Estado também ampliou a segurança hídrica com obras como a transposição Jaguari-Atibainha, o Sistema São Lourenço e novas interligações entre represas. Até 2027, a Sabesp prevê investir R$ 1,2 bilhão para reforçar o abastecimento.O governo reforça que o uso consciente da água é fundamental diante do calor e da redução de chuvas.
