Liminar em favor de goleiro pressiona Guarani financeiramente
Decisão determina a liberação do atleta que cobra R$ 857 mil clube campineiro
A Justiça do Trabalho determinou, em decisão liminar, a baixa imediata do contrato do goleiro Emerson Júnior com o Guarani. O vínculo entre o jogador e o clube campineiro tinha validade até dezembro de 2027. A medida foi concedida em ação trabalhista na qual o atleta cobra R$ 857.171,65 por valores que afirma não ter recebido. A decisão, porém, não reconhece definitivamente a rescisão indireta do contrato. O pedido será analisado na sentença, depois da fase de instrução do processo.
Na ação, a defesa aponta atrasos de salários, direitos de imagem e depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além de pendências relativas a férias e 13º salário. Entre os valores discriminados estão R$ 82,5 mil em salários, R$ 61,25 mil em direitos de imagem e R$ 11,2 mil de FGTS. A juíza Ana Paula Toledo de Souza Leal considerou haver indícios de inadimplência suficientes para determinar a liberação imediata do vínculo.
Com a baixa do registro, Emerson fica autorizado a negociar e assinar com outra equipe enquanto o processo continua em andamento. Ainda serão avaliados o pedido de rescisão indireta, eventuais indenizações e os demais efeitos financeiros do encerramento contratual. Portanto, a liminar não representa uma decisão definitiva sobre todos os valores cobrados pelo atleta.
Aos 26 anos, Emerson chegou ao Brinco de Ouro em 2025, mas não atuou pela equipe principal do Guarani. Na temporada passada, disputou cinco partidas pela Copa Paulista. No segundo semestre deste ano, foi emprestado à Inter de Limeira, onde participou de 14 jogos na campanha que terminou com o acesso do clube à Série B do Brasileiro.
O caso se soma a outras ações trabalhistas contra o Guarani em meio aos atrasos salariais e à crise financeira. Em outubro, o meia Isaque também obteve decisão judicial para a baixa de seu vínculo, em ação na qual cobra R$ 1,63 milhão. Levantamento do ge apontou que cobranças de quatro ex-atletas contra o Bugre somam mais de R$ 4,4 milhões. Os valores correspondem aos pedidos apresentados nos processos e ainda dependem de análise da Justiça.
O processo continua na Justiça do Trabalho.