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Oposição da Ponte Preta pede intervenção da CBF

Documento com cerca de 50 assinaturas cobra saída da atual gestão

Por Da Redação

Denúncia foi protocolada no Comitê de Ética da CBF no sábado, dia 24

Os movimentos de oposição Mãos Pontepretanas e Ponte Pode Mais protocolaram, no sábado (24), uma denúncia no Comitê de Ética da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e pediram intervenção na Associação Atlética Ponte Preta. O documento, de 58 páginas, solicita o afastamento de integrantes da diretoria executiva e de membros da mesa diretora do Conselho Deliberativo. Segundo os organizadores, a iniciativa reúne cerca de 50 assinaturas de jogadores, ex-atletas, conselheiros e torcedores.

A representação atribui aos dirigentes supostas irregularidades, infrações éticas e indícios de gestão temerária. As alegações constam no documento apresentado pelos grupos e ainda dependem de análise; o protocolo não significa que a CBF tenha determinado intervenção ou reconhecido as acusações. O advogado André Megale, ex-diretor da confederação, é o responsável técnico pela denúncia.

Entre os nomes citados entre os apoiadores estão Dicá, maior artilheiro da história da Macaca, e os ex-zagueiros Oscar Bernardi, Juninho Fonseca e André Cruz, que defenderam a Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Também aparecem Nelsinho Baptista, Adrianinho, Marcelo Borges, Osvaldo, Renato Cajá e Diogo Silva.

Os movimentos defendem a renúncia de toda a atual diretoria para viabilizar uma transição administrativa. Também apontam como prioridades a regularização dos salários atrasados, a elaboração de um planejamento estratégico e a busca por investidores. O pedido ocorre em meio à crise financeira e esportiva da Ponte, que foi rebaixada no Campeonato Paulista e na Série B do Brasileiro em 2026.

O presidente Luiz Torrano criticou a mobilização da oposição em entrevista à Rádio Brasil de Campinas, segundo o ge. Ele afirmou que o movimento atrapalha as conversas com possíveis investidores. Torrano também pediu desculpas à torcida pelos rebaixamentos e reconheceu erros em indicações para a diretoria. A denúncia agora depende de análise do Comitê de Ética da CBF, que poderá decidir sobre eventuais providências. O documento também pede que a entidade apure os fatos e adote providências cabíveis após analisar o caso.