RMC constata a liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno
Resultado do 1ª turno, entretanto, não interfere na votação do domingo (25/10)
Flávio Bolsonaro (PL) superou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos 20 municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) no primeiro turno. A votação do candidato do PL variou de 52,07% a 69,55% dos votos válidos. O resultado, porém, não define o segundo turno.
Pedreira registrou o maior percentual de Flávio, com 69,55%, ante 23% de Lula. Holambra teve 67,38% para o candidato do PL e 24,06% para o petista. Em Morungaba, os índices foram de 67,09% e 25,46%, respectivamente. Santo Antônio de Posse também teve votação expressiva: Flávio obteve 66% e Lula, 27,23%.
Flávio ultrapassou 60% dos votos válidos. Foi o caso de Americana (63,59%), Engenheiro Coelho (63,46%), Santa Bárbara d'Oeste (63,40%), Artur Nogueira (63,03%), Jaguariúna (62,32%), Vinhedo (62,25%), Itatiba (61,97%), Valinhos (60,17%) e Indaiatuba (60,29%).
A diferença foi menor em municípios populosos e industriais. Em Paulínia, Flávio alcançou 56,28%, contra 33,79% de Lula. Em Sumaré, foram 55,50% a 36,15%; em Cosmópolis, 54,92% a 37,29%. Monte Mor registrou 52,87% para o candidato do PL e 38,06% para o petista, enquanto Hortolândia teve 52,62% e 38,05%.
Campinas, maior colégio eleitoral da região, apresentou a menor distância entre os dois: Flávio teve 52,07%, ante 38,21% de Lula, diferença de 13,86 pontos percentuais. Nova Odessa teve 59,75% para Flávio e 31,11% para Lula.
No segundo turno, a votação do primeiro turno é apenas um ponto de partida. Com a disputa concentrada em dois candidatos, os votos destinados a outras candidaturas, além dos brancos e nulos, não se convertem automaticamente em apoio a nenhum dos concorrentes. A escolha dos eleitores, a campanha final e a abstenção serão fatores a observar na votação de domingo, 25 de outubro.
Os números mostram que Flávio liderou em todos os municípios da RMC no primeiro turno, mas não permitem antecipar o resultado final. A comparação entre as duas votações indicará se as diferenças registradas na região se mantêm ou se há mudanças na distribuição dos votos. O quadro regional é claro no primeiro turno, mas a votação final ainda depende das escolhas dos eleitores.