Ações contra o Clube do Guarani somam mais de R$ 2 milhões
Jogadores alegam descumprimento contratual e pedem rescisão indireta
O Guarani é alvo de duas ações trabalhistas movidas pelo meia Isaque e pelo goleiro Emerson Júnior. As cobranças somam R$ 2.491.973,30. Os jogadores alegam descumprimento de obrigações contratuais e pedem a rescisão indireta dos vínculos, além da liberação dos registros na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para atuar por outras equipes.
Isaque cobra R$ 1.634.801,65. O meia afirma que tinha compromisso de renovação automática até dezembro de 2027 caso fosse titular em pelo menos metade dos jogos do Campeonato Paulista ou da Série C de 2026. Segundo a ação, começou 22 das 28 partidas do Guarani e pede que a Justiça reconheça a extensão do contrato.
A cobrança inclui salários, direitos de imagem, auxílio-moradia, FGTS, férias, 13º salário e indenizações que afirma ter a receber. Isaque reivindica R$ 135 mil em salários e outros R$ 135 mil em direitos de imagem. Também pede duas indenizações de R$ 495 mil, referentes à cláusula compensatória desportiva e a parcelas futuras do contrato de imagem.
Emerson Júnior cobra R$ 857.171,65. Emprestado à Inter de Limeira durante a Série C, afirma que o Guarani continuava responsável por parte dos pagamentos previstos em seu contrato, válido, segundo ele, até dezembro de 2027. A ação aponta atrasos salariais entre maio e setembro de 2026, além de pendências de direitos de imagem e FGTS.
O goleiro também cobra valores relativos a férias, 13º salário e verbas compensatórias. Assim como Isaque, pede decisão provisória para obter a rescisão indireta e a baixa dos registros na CBF. Os atletas solicitam que as cobranças sejam consideradas créditos extraconcursais, alegando que surgiram após o início da recuperação judicial do clube, em 2023. O pedido depende de análise judicial.
Procurado pelo ge, o Guarani informou que ainda não havia sido notificado sobre os processos. Em 11 de outubro, ge e Band também noticiaram atrasos salariais e de direitos de imagem de jogadores e pendências com funcionários. A diretoria aguarda a votação, prevista para novembro, da proposta de venda de 90% da futura SAF ao empresário Roberto Graziano.